sábado, 24 de março de 2012

JÁ SOU MICROPRODUTOR DE ENERGIA

Ora vivam todos:

Apesar de ser um assunto que  me suscitava interesse há já algum tempo, só nos finais de 2011 tomei a decisão de instalar uma microprodução de energia eléctrica, através dum sistema solar fotovoltaico.

Depois de muito ler, conversar, perguntar, pesquisar, ... decidi que o melhor seria a instalação dum sistema fixo mas com uma capacidade de potência instalada maior (campo gerador) de forma a contrariar as melhores produções dos "seguidores".
Apesar de reconhecer que os sistemas "seguidores" produzem mais pois conseguem ter mais horas de incidência solar, precisamente porque através de relógio astronómico, são capazes de seguir o seu movimento, a instalação dum sistema como esses iria "roubar" espaço ao meu jardim que, confesso, muito prezo e estimo.
A distância mínima livre para obstáculos (muros) era de cerca de 4 mts ... para além dos trabalhos de construção civil que iriam deteriorar o espaço ajardinado.
Adiante ..., a decisão foi tomada e tenho instalado o sistema que irá começar a "bombar" Khw's assim que for efectuada a ligação o que se prevê na próxima semana.

O sistema é composto por:

20 painéis Samsung 247 W (4.940 KW)
1 inversor Xantrex GT 3.8
1 contador Landis + GYR ZMG310
para uma potência contratada de 13,9 KW e uma potência de ligação de 3,68 KW

Algumas fotos dos trabalhos efectuados e do resultado final:

A abertura de valas para passar os cabos até à zona do contador, a instalar no muro em frente a casa, junto dos outros equipamentos (contador de electricidade, de àgua, ...)






A instalação da caixa para o contador de saída ...




Os trabalhos de construção civil para a estrutura que suportaria os painéis .....


A solução estética encontrada teve como preocupação não "chocar" com a estrutura já existente (churrasqueira) e que utiliza pilares iguais, tal como, afinal toda a casa.










O resultado final ....








Agora é só ligar e "toca a bombar Kw's"
até faz faísca !!!! ... eheheeh







quinta-feira, 22 de março de 2012

ACORDO ORTOGRÁFICO

OUTRA VEZ ????? ... JÁ CHATEIAM TANTOS POST SOBRE ISTO !!!!!

Pois, é verdade mas, ... não resisti a vir aqui dizer mais qualquer coisa sobre o assunto ...
Encontrei isto nalgum lado e não conheço o seu autor mas que está um texto bem-humorado está.


Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam.
Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.
Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.
É um fato que não se pronunciam.
Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se?
O que estão lá a fazer?
Aliás, o qe estão lá a fazer ?
Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade .Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das Leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.
Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”.
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.
Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.

Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”.
Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.
Quanto ao “c” (qe se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k” .Ponha um q.
Não pensem qe me esqesi do som “ch” .
O som “ch” será reprezentado pela letra “x”.
Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não ?
O “x” xama-se “xis”.
Poix é iso mexmo qe fiqa .
Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”.
Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex.
Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex .
O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.
No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.
Vejamox
o qaso do som “j” .
Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”- ixtu é lójiqu?Para qê qomplicar ? ! ?
Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j” .
Serto ?
Maix uma letra muda qe eliminamox .
É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem !
Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex ?
Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade ?
Outro problema é o dox asentox.
Ox asentoxqompliqam!
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox.A qextão a qoloqar é: á alternativa?
Se não ouver alternativa, pasiênsia.
É o qazo da letra “a” .
Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado.Nada a fazer.
Max, em outrox qazos, á alternativax.
Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax lê-se “u” e outrax, lê-se “ô” .
Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso!
qe é qe temux o “u” ?
Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil !
Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza :
quandu soa “é”, abertu, pudemux uzar u “e” .
U mexmu para u som “ê” .
Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i” .
I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a” .
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.
Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx” .
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.
Pensu qe
ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiue sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.
Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?

quarta-feira, 21 de março de 2012

PASSEIO DE DOMINGO

Olá a todos:
A convite da Direcção do Mototurismo do Centro, com muito gosto e entusiasmo organizei um passeio pela nossa região.
Tinham-me imposto que "não deveria ter mais de 200 kms e que o almoço fosse baratinho por causa da D. Troika" ... e assim fiz, recorrendo às belezas paisagísticas e a alguns lugares de relevo cultural bem perto de nós.
Fica aqui a crónica do passeio também disponível e com mais fotos em Passeio do MTC
  
O MTC FOI Á SERRA … E ARREDORES
No passado domingo, dia 18, pelas 09:00, a rapaziada inscrita no passeio começou a concentrar-se na sede do MOTOTURISMO DO CENTRO, no edifício da antiga estação da CP, em Taveiro.


O reunir dos participantes ...


Um dos meus momentos de fama ... o breefing do passeio
O dia tinha começado com um intenso e radioso sol, embora frio mas, umas ameaçadoras nuvens no horizonte, tinham aconselhado a levar os fatos-de-chuva não fosse o caso de … e ainda bem que o fizemos como mais adiante conto.
As costumeiras “lérias” que fazem com que os inícios de passeio sejam sempre bem dispostos, as bocas a alguns que dizem ainda ter “ideias” e … após o habitual cafezinho oferta da direcção, cerca das 09:30, saímos em direcção ao primeiro local de paragem, após  apenas cerca de 16 kms percorridos.
Aqui a passagem por Condeixa-a-Nova, em frente ao bonito Palácio Sotto Mayor

ALCABIDEQUE
Pequena povoação do concelho de Condeixa-a-Nova e cujo principal motivo de interesse é o seu “Castellum”.


Aqui nesta foto, o que resta do outrora imponente e imprescindível
 Castellum romano  á cidade de Conímbriga


Por momentos, consegui captar a atenção dos presentes para
as explicações que tinha preparadas sobre o Castellum

Tratam-se das ruínas da estação de captação e elevação de água que abastecia Conimbriga, através dum aqueduto com cerca de 3,5 kms, a sua maior parte em túnel e que traz á evidência a técnica e a capacidade do povo romano em construir coisas de elevado grau de dificuldade, tantos em termos de conhecimentos de topografia como capacidade construtiva.

 … temos coisas bem perto de nós que não conhecemos e, por isso, não valorizamos devidamente… ainda bem que estes passeios têm, quase sempre, uma vertente cultural que nos enriquece um pouco mais a todos.
Depois duma explicação, com algum detalhe sobre o que vimos, a caravana seguiu até ao RABAÇAL, a cerca de 12 kms.
Apesar desta simpática localidade ser mais conhecida pelo seu famoso queijo, na sequência da visita anterior, iríamos continuar no tema “Romanos” visitando o espaço-museu, onde estão reunidos os vestígios arqueológicos mais importantes da descoberta da “Villa”, naquela localidade.


No Rabaçal, no espaço-museu, ouvindo as explicações


Neste museu, referência para o marco miliário encontrado ali bem perto, na aldeia de Tamazinhos, e que refere a “milha oitava” antes de Conímbriga …



O referido marco miliário ...


E as inscrições ainda visíveis ...

Situada na estrada Scalabis - Braccara Augusta, (Santarém-Braga) trata-se duma propriedade de alguém importante á época, militar ou político, e que ali construiu a sua “villa” que tem vindo a ser  objecto de trabalhos arqueológicos com descobertas interessantes.

Lamentavelmente, a chuva que teimosamente caía na altura da visita, não nos deixou ver tudo como gostaríamos.


As explicações da visita à Villa, fossem feitas no espaço onde estão os mapas e plantas do espaço ... abrigados
No entanto, deixo aqui a sugestão para que, quem gostar e/ou tiver interesse, é um excelente local a visitar na Primavera e Verão, altura em que todo o acervo de mosaicos está exposto ao ar livre.


Mesmo com chuva "molha-tolos", quisémos ver de perto o que era possível pois os mosaicos mais valiosos estavam resguardados da chuva
Após uma subida ao miradouro que permite ver todo o vale do Rabaçal, ...

Nesta foto, eu e o João Machado que nos guiou ao miradouro,
... ambos de "traineira"
Vista do vale do Rabaçal
... continuámos viagem pela N110/IC3, em direcção a Tomar, ...

À passagem por Penela ... e o seu castelo altaneiro ...
Vila simpática e acolhedora, onde trabalhei durante cerca de 5 anos...
virámos em direcção á Arega, continuando depois até à Foz de Alge, onde a ribeira com o mesmo nome desagua no Zêzere.

Panorâmica da albufeira que ladeámos durante vários kms ...
assim dá gosto conduzir ... calma e relaxadamente a apreciar as paisagens
Até lá chegarmos, percorremos vários kms numa belíssima estrada, ladeada de mimosas pela esquerda e, á direita, o enorme espelho de àgua que o Zêzere nos proporcionava.
 Mais uma foto do Zêzere ...
A Foz de Alge ... o ancoradouro do clube náutico de
Figueiró dos Vinhos
Uma pequena paragem para “alívio de bexigas” de alguns e “refrescar gargantas” de outros no miradouro junto ao parque de Campismo da Foz de Alge ...


... e prosseguimos para a Castanheira de Pêra onde nos aguardava uma típica chanfana de cabra, com batatas e grelos como é usual nesta zona.

A chanfana que os estômagos já reclamavam
Alguns dos participantes ... sempre muito animados ... este pessoal é mesmo adepto da máxima "tristezas não pagam dívidas"

Ao João Serralha ninguém o engana ...
ficou sózinho para ter um prato de chanfana só para ele !!!
Os contemplados com os prémios habituais ...aos almoços ainda vão mas ao ginásio ... bahhh !!!
Após a refeição, saímos em direcção á Lousã, pela estrada mais difícil (motard’s são assim … gostam de andar por sítios por onde a maioria não vai) não sem antes pararmos na Praia Fluvial do Poço da Corga, a cerca de 4 kms da Castanheira de Pera. Sítio aprazìvel e que, de verão, é um must … recomendo vivamente a visita.
Foto de grupo na Praia Fluvial Poço da Corga

Foto obtida num dos vários miradouros na estrada que liga Castanheira a Lousã
Vê-se, bem ao fundo, a Castanheira de Pêra
Subimos a Serra da Lousã, pela estrada que nos iria levar ao “famoso” emissor da Lousã, no local mais alto da serra e onde o frio era mais que muito … via-se neve na Serra da Estrela, do nevão da noite anterior.
Subida ao emissor
No ponto mais alto da serra ... a temperatura era de 3º

O céu nublado não permitia ver até muito longe ...
em dia limpos pode avistar-se a Figueira da Foz
Um vislumbre de neve na Serra da Estrela
A Emilia Costa, como facilmente se reconhece .... eheheheh ...
estava mesmo muito frio !!!!
Continuámos na N-236 para o Candal, típica Aldeia de Xisto onde as senhoras puderam reconfortar-se com um bem quentinho chá servido na loja de artigos regionais … eles, … bem… eles acho que tiveram que se contentar com umas “mines” ….
É ou não bonita a estrada?
O Candal ... uma das típicas Aldeias de Xisto destas serras
A loja de artigos regionais ... doces, queijos, bebidas, artesanato ...

De volta á estrada após esta paragem de cerca de meia-hora, continuámos a descida para a Praia Fluvial da Srª da Piedade e o seu castelo, já bem perto da Lousã.
A estrada era lindíssima e convidava a várias paragens para que os momentos ficassem registados em foto ou vídeo … mimosas em flor, paisagens bonitas, podendo ver-se bem ao longe aldeias nas encostas da serra e, mesmo na linha do horizonte, a Figueira da Foz.
O castelo na Lousã

Na praia Fluvial Srª da Piedade, junto á ermida com o mesmo nome ,
podendo ver-se o castelo ao longe
Depois das pernas desentorpecidas nesta paragem, decidimos que a melhor forma de regressar a Coimbra, era ir até Vila Nova de Poiares, aí apanhar a “famosíssima” N2 até Penacova, onde atravessaríamos o rio e, pela N110 (sim, a que apanhámos no início do passeio …) ladeando o Mondego, chegaríamos a Coimbra.
Atravessando o Mondego em Penacova
E assim foi, cerca das 18:00 chegámos a Coimbra, mais umas “mines” e as despedidas e desejos de bom regresso … e ansiosos já para que o próximo passeio seja também um sucesso.

E "prontos" ... como dizia a educadora no infantário dos meus filhos:
Vitória vitória ... acabou-se a história.