Este é um espaço que pretende ser ... não sei bem o quê....do que me apetecer simplesmente... disparates e outras parvas reflexões!!! O autor deste blogue reserva-se no direito de amandar umas calinadas ao abrigo do Acordo Ortográfico de 1900 e trócopasso ... e não aderiu a esta modernice da treta do novo acordo ...
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 20 de março de 2014
A MEU PAI ...

Meu pai com os netos e bisnetos
Ontem foi Dia do Pai mas não me apeteceu escrever ... as redes sociais estavam repletas de banalidades acerca dos pais e não quis contribuir com mais uma ... e não estava com veia prosaica, reconheço.
No entanto, hoje apeteceu-me escrever umas linhas de homenagem a meu pai, Homem que muito admiro e de quem, felizmente, recebi valores e princípios maiores que fortunas.
Agora percebo ...
Sim, agora compreendo o que antes me passou ao lado ...
Após cerca de 5 anos a lutar com um persistente cancro que lhe apareceu primeiro nas "miudezas das senhoras" (útero e ovários), faleceu, em 20 de Dezembro de 1994, a minha mãe .
Detectado o problema e depois de operada e de sessões de quimioterapia que a deixavam incapacitada, tal a violência dos tratamentos de então, conheceu algumas melhoras e sobreviveu fazendo a "vida normal" que alguns doentes de cancro conseguem fazer.
No entanto, as metastizações regressaram em força e nem o regresso à quimioterapia conseguiram a sua regressão ... e assim acabou com as suas entranhas completamente minadas pelo "bicho".
Meu irmão morava em Lisboa e eu, apesar de residir na mesma aldeia, tinha a minha vida, o que quer dizer que morava noutra casa, ia para o trabalho de manhã, regressava à noite, ajudava o meu pai nalguns trabalhos agrícolas ao fim de semana... ao domingo, almoçava-se em casa de meus pais.
Sabia que a minha mãe estava doente e observava que as suas forças não eram as de antigamente ... mas o seu sofrimento era em sua casa, partilhado com o meu pai... eu, como disse, apesar de consciente da sua doença, estava a ela alheado.
Se as noites eram mal dormidas ou nem sequer adormecidas, eu não sabia porque, descansado em minha casa, dormia descansado e ausente da realidade que, realmente se passava em casa de meus pais.
Quando o meu pai me contava que, nesse dia, tinha ido ao "tratamento" com a minha mãe, interpretava isso como muito simplesmente se tivessem ido a mais uma consulta.
Quando sabia, por um ou por outro que a "ressaca" do tratamento tinha sido violenta, na minha cabeça formava-se apenas a imagem duma indisposição.
Desvalorizava ... vivia a minha vida, para a minha família de então, na minha casa cujas paredes blindavam o que se passava na de meus pais.
Minha mãe faleceu sem que que, realmente eu tivesse percebido o significado dela ter tido um cancro e da luta que com ele travou até ser por ele consumida.
Hoje percebo os estados de alma do meu pai à época ... percebo as dificuldades que sentia em lidar, só, com a doença de minha mãe com o problema acrescido de estar a trabalhar e ter que se dividir entre a necessidade de continuar a garantir o sustento económico da "casa" e as cada vez maiores necessidades de assistência a minha mãe.
Julgo perceber, hoje, tudo isso e, infelizmente, da pior maneira, pela própria experiência.
Ficou um enorme exemplo de carinho e ternura, de companhia sempre presente e de tudo fazer para proporcionar o melhor dos confortos a minha mãe.
Estou certo que vive sem remorsos alguns e sentido de dever cumprido.
Felizmente, fui capaz de o perceber o que torna natural colocá-lo, hoje, em prática.
Agora percebo pai ... obrigado pelo teu exemplo.
Hoje percebo os estados de alma do meu pai à época ... percebo as dificuldades que sentia em lidar, só, com a doença de minha mãe com o problema acrescido de estar a trabalhar e ter que se dividir entre a necessidade de continuar a garantir o sustento económico da "casa" e as cada vez maiores necessidades de assistência a minha mãe.
Julgo perceber, hoje, tudo isso e, infelizmente, da pior maneira, pela própria experiência.
Ficou um enorme exemplo de carinho e ternura, de companhia sempre presente e de tudo fazer para proporcionar o melhor dos confortos a minha mãe.
Estou certo que vive sem remorsos alguns e sentido de dever cumprido.
Felizmente, fui capaz de o perceber o que torna natural colocá-lo, hoje, em prática.
Agora percebo pai ... obrigado pelo teu exemplo.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
O JOÃO "PAGAPENA" FEZ ANOS
Dia 9 de Abril, meu pai fez 78 anos apesar do seu BI indicar que é apenas no dia 11.
Ao que nos disse há já alguns anos é que o seu pai o "registou" apenas no dia 11 pois não pôde fazê-lo antes e, para evitar pagar multa, disse que tinha nascido a 11 ...
Tempos realmente diferentes dos de hoje em que, facilmente, se vai aqui ou ali de forma rápida.
Recordo-me de, quando era puto, e apesar de viver numa aldeia que tinha a felicidade de ter apeadeiro da CP, quando alguém ia a Coimbra, por exemplo, fazia saber isso na vizinhança para que, se alguém precisasse de qualquer coisa da cidade ...
E à Figueira da Foz ? ... era um dia de festa ir à praia !!!
Lembro-me que a minha avó cortava o pescoço ao galo que era preservado durante uns meses, bem guardado para essa ocasião ... íamos no comboio do "far-west", com bancos de madeira, varandins nos topos das carruagens ...
Como tudo isso me parece tão distante...
Bem, mas o post hoje é de homenagem ao meu pai e não de recordar coisas que me fazem olhar ao espelho para ver se tenho mais cabelos brancos... ou a ausência deles.
E aqui ficam as fotos do jantar de ontem.
A D. Gracinda, sua esposa, com os meus filhos Joana e João
O "velhote"
A Joana a mostrar a prenda que fez para o avô quando chegou
Desta forma homenageio o meu pai a quem muito devo, sobretudo o sentido de justiça, valores éticos, morais e honestidade. Obrigado Pai.
sábado, 9 de março de 2013
O MEU PAI
Foto do meu pai que foi um hábil futebolista, entre outros, do CDEFNS (Norte e Soure), equipe da fábrica de fiação Industrial do Norte, de Paleão, e do Sporting Clube de Pombal
Naquele tempo é que se jogava futebol ... reparem no relvado, nas botas, ...
domingo, 11 de março de 2012
HOJE FOI DOMINGO ... E ALMOCEI COM O MEU PAI
Olá a todos.
Quando a minha mãe era viva, todos os domingos havia o ritual de ir almoçar a casa de meus pais ... Após o seu falecimento, em Dezembro de 1994, procurei manter esse ritual até que os afazeres dos meus filhos me dispersaram e provocaram alterações a esta "normalidade"... voleibol, escuteiros, catequeses, festas dos amigos, vésperas de exames e de testes ,... tudo tem servido para que os almoços ao domingo com meu pai sejam cada vez menos ...
No entanto, sempre que posso, ao domingo, lá vamos até casa do "velhote" onde almoçamos e pomos a "conversa em dia".
Foi o que se passou hoje e quis registar o momento pois a "família" é alargada a outras espécies de que todos gostamos também.
Meu pai e Joana, quando foram ao pasto para recolher duas cabras e o filhote de uma delas
O regresso a casa ..
sábado, 25 de fevereiro de 2012
FOTO ANTIGA
Uma rara foto de meu pai, João Duque Pimentel, enquanto jogador do Sporting de Pombal, na época 1953-1954, quando esta equipe ganhou a Taça Liz, no estádio Magalhães Pessoa em Leiria.
O meu pai é o 5º a contar da esquerda para a direita, em pé.
Já houve quem dissesse cá em casa que "é tal e qual o tio Manuel", meu irmão ... a genética tem destas coisas.... ehehehhe
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