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quarta-feira, 8 de maio de 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ENCONTREI O ZÉ



Ontem encontrei o Zé do Casal do Cimeiro …

Há que tempos o não via !!! 
Era (e é ainda concerteza) um excelente companheiro da farra. Toca cavaquinho e tem bom vinho na sua adega.
Quase todas as sextas-feiras, na primeira metade dos anos 80, era “obrigatório” ir fazer uma farra para sua casa acompanhado de mais alguns compinchas da Granja e dos Casais Velhos … hoje tudo gente respeitável mas, na época, … uns verdadeiros bardinas.

As vicissitudes da vida fizeram com que tomássemos e percorrêssemos caminhos afastados e, só ocasionalmente, íamos sabendo um do outro.
Foi um momento muito bom e pudemos recordar algumas das patifarias de que ambos fomos protagonistas.

“Então João Rui, já estás reformado?” – perguntou ele.

- Não Zé, ainda não… sou, felizmente, muito novo para isso, só vou fazer 54 este ano, para Julho se Deus quiser.
O banco onde trabalhei tinha decidido dispensar cerca de 600 colaboradores e, entre sindicalistas, coxos, cegos e outros aleijados, mal-comportados, etc … não conseguiu perfazer esse número, pelo que estendeu o “convite” a quem se quisesse voluntariar, mantendo as condições que tinha proposto inicialmente aos “outros”.

- Olha, eu também já me vim embora da CP há dois anos, e também rescindi.

- Ai sim?... não sabia Zé. Pois eu decidi que era chegada a hora e aproveitei esta janela de oportunidade que talvez dificilmente se repita … esta merda está má pá !!!!

- Pois está Rui. Como sabes, eu era o encarregado de manutenção de pontes e túneis e, até parece que a CP contratou novos engenheiros só para chatear a malta. Putos novos, com que diariamente tinha que lidar e com grande esforço digo-te pois, para além de lhes faltar “calo”, não tinham qualquer consideração por quem já lá trabalhava há 30 anos … e a nossa experiência, sem qualquer título académico, mas não deixava de ser experiência, de nada valia.
Cheguei a ter problemas com um engenheiro a quem tive que dizer que não assinava a documentação de manutenção dum túnel por considerar que poderia ruir a qualquer momento e não queria ser responsabilizado !!!

- Pois Zé, acho que compreendo o que sentes …

- E mais Rui, a forma como as orientações eram definidas … nem sei se a administração da CP sabia o que se passava pois, se soubesse, teria que tomar posição e medidas sobre o assunto. Vinha um engenheiro dum departamento e mandava fazer uma obra, algum tempo depois e quando o estaleiro estava a ser montado, a encomenda de materiais, etc. estavam organizados, vinha um outro departamento dizer que nada daquilo podia ou devia ser feito … Já viste?.. depois de falar com o pessoal para organizar turnos, folgas, … uma merda pá !!!
Olha, trabalhava-se para o show-off … o que eles gostavam era de apresentar mapas e mapinhas, gráficos com merdas que todos eles gostavam de ver mas o que era mesmo preciso era que os comboios passassem pelas pontes e túneis em segurança !!!

- Pois Zé ...  sabes que quando as empresas têm dificuldades e quando o momento aconselharia serenidade e planeamento, é quando parece fazerem pior. O que se planeia é para amanhã se não puder ser para hoje ainda … e tudo é feito debaixo dum nervosismo e stress que não ajudam à lucidez fundamental para decretar medidas.
E entra-se num ciclo vicioso.
Determina-se uma medida que, para a semana, se está a alterar com os prejuízos evidentes para todas as entidades envolvidas sendo a “imagem”, a mais afectada… dá a ideia de que as empresas não têm um rumo e que funcionam de acordo com os estímulos do momento …
Quando trabalhava, o pior que me podia acontecer era não perceber para onde se queria ir. Alguém que indicasse o caminho, mesmo que difícil e consumidor de energias mas era “o caminho” … através deste atingia-se o fim desejado.
Hoje, qual quimera, Santo Graal ou fim de Arco-Íris, parece que ninguém sabe dar uma ideia sequer onde é esse lugar … e as empresas perdem-se, perdem os seus colaboradores, mesmo até os seus mais fiéis clientes se afastam, perdem o seu valor, e os seus accionistas e investidores perdem também … o dinheiro e a paciência.

Tempos modernos Zé… tempos modernos.




sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

AS MELHORES EQUIPES

O arrumar gavetas dá nisto ... encontram-se fotos mais ou menos antigas, mais ou menos engraçadas, mais ou menos marcantes emocionalmente ...

Hoje trago aqui estas 3 fotos que representam momentos profissionalmente marcantes dos últimos 20 anos.

Esta primeira foto diz respeito à equipe original do ex-Banco Pinto & Sotto Mayor de Condeixa. Trata-se do conjunto de colegas que abriram e trabalharam naquela agência durante os seus primeiros anos de funcionamento e que lhe deram, estou certo e sem falsa modéstia, o "balanço" fundamental ao seu arranque de sucessos.



Da esquerda para a direita, o João Costa (João da Ega como lhe chamávamos e conhecido pelas suas capacidades de, por exemplo, utilizar o correio interno da instituição, para trocar bacelos e outras plantas com colegas de outros locais). Sempre á espreita de poder tirar vantagem dum qualquer pormenor, tentou mesmo enganar os SAMS com uma receita veterinária para uma vaca  que tinha um problema "dermatológico" nas patas, por ter sido rebocada pelo tractor uma vez que se recusou a atravessar uma passagem elevada em cimento.
De seguida, o António "Azebêbedo" Barros, militante fervoroso do Clube de Caçadores de Condeixa, ... só lhe faltava trazer a espingarda para o banco e, no seu posto de trabalho, para além de "gajas", só se falava em cartuchos e pólvora. 
Depois, o "Xô" Raul Abrantes ... S.Senhoria Exª Alteza o "Chefe" ... com ele todos aprendemos muito, não só profissonalmente mas, por ser uma pessoa com uma esmerada educação, também na maneira como nos apresentávamos, falávamos, ... moldou o nosso comportamento para formas mais urbanas e civilizadas ... a nós que éramos "filhos da aldeia". Um exemplo de "chefe" que muitos deveriam seguir, sabendo dar liberdade de acordo com a responsabilidade a ela inerente. Sendo amigo e cúmplice, nunca teve a autoridade em causa pela responsabilidade que nos incutia. Pessoalmente, a ele lhe devo muitos exemplos que, mais tarde segui quando em posições de chefia.

A seguir estou eu próprio ...

Por último, o Luciano Almeida ... a outra metade da "garotice" que a todos contagiava de alegria e boa disposição ...

O excelente ambiente de trabalho era proporcionado pela forma do Raul nos estimular, das particularidades do João e do Barros, e pelo permanente estado de boa disposição minha e do Luciano.


Depois de passar por Penela onde permaneci por cerca de 5 anos, fui "desaguar" em Ansião.

Esta foto, tem representados os colegas que faziam parte do seu quadro quando saí para Pombal.
Uma excelente equipe, mescla de juventude e experiência, onde o espírito de entreajuda e a lealdade profissional eram uma constante.
Sempre disponíveis para as tarefas e dificuldades que se nos deparavam, foi, também esta, uma dos melhores e mais marcantes dos meus momentos profissionais.
Reuniões semanais na cave enquanto o chouriço assava, Briefing's e Debriefing's enquanto se comiam uns bolos, salgados, ... pessoal com espírito culinário refinado sem dúvidas.





Da esquerda para a direita, o Zé Luis, o Américo, eu próprio, a Lucília, o Zé Pedro, o Armindo e o João Simões. 


E por último, a equipe de Pombal, onde terminei os meus dias de profissional da banca.
Tipo de trabalho diferente de todo o que tinha desempenhado até então. Se antes ocupava o meu tempo com muitas tarefas do dia-a-dia duma sucursal bancária, desde as administrativas, de segurança, atendimento, ... esta experiência teve, tal como as anteriores, a ver mais com o desenvolvimento de pessoas, procurar ajudá-las na forma de ultrapassar objecções, desenvolver a sua argumentação, acompanhar nas visitas ... fazendo coaching e dando feed-back ...( e esta hein? ... já nem me lembrava bem dos inglesismos de que tantos gostam).
Lembro os "concursos" de bolos e a claque que alguns de nós fazia para fomentar e apimentar a disputa pelo 1º lugar, sempre em perigo pela apresentação do bolo seguinte ...




Da esquerda para a direita: 
Rui Machado, Teresa Cardo, eu próprio, Horácio Costa, Sérgio Ferreira, Mónica "Sintra", Rui Simões, António Ferreira e Jorge Rodrigues.


Com todos estes colegas aprendi alguma coisa que me foi enriquecendo e fazendo de mim melhor do que antes de os conhecer ... e tenho a orgulhosa presunção de que fui capaz, a cada um, de lhes transmitir qualquer coisa que os tenha feito, também a eles, pessoas ainda melhores.

Já tenho saudades de todos eles  mas ... não confundam com as saudades do trabalho que, essas, felizmente, não !!!!

sábado, 10 de março de 2012

JORNADA DE LENHA

Hoje, sábado, e à hora a que escrevo, mal as pálpebras consigo abrir tal o cansaço ... o hábito de manusear teclados e esferográficas não se compadece com um dia de motosserra na mão e a carregar troncos de pinheiro às costa ...

Vou prá cama ... boa noite



Foram 3 carradas assim ... estava a ver que os pneus rebentavam !!!



E depois cortar todos estes troncos em pedaços mais pequenos 
para rachar em cavacas ... 





sábado, 3 de março de 2012

QUEM MERECE MERECE ... "MAINADA" !!!!



Na passada sexta-feira, na Figueira da Foz, reuni-me com os meus colegas num jantar de  homenagem a um colega que passou a exercer funções noutra àrea do Banco onde trabalhamos.

Não se tratou, de forma alguma, dum jantar de despedida pois, como já todos sabemos, "as curvas da vida" pregam-nos algumas partidas e surpreendem-nos com reencontros e revisitas a passados mais ou menos longínquos.
Por isso, entendemos nós que era um mais que merecido jantar de confraternização com um colega que deixou de ser nosso superior hierárquico e que a todos, de forma mais ou menos marcante, mais ou menos intensa ... mas, certamente, diferente, acabou por nos marcar a todos pela sua simpatia e pela forma digna com que sempre tratou as pessoas que com ele trabalhavam.
Sabendo como sabia que tinha que cumprir o seu papel na organização e que teria que fazer com que o cumpríssemos também, nem por isso deixava de ser um gentleman e a forma  como nos motivava e estimulava sem ser "pica-miolos" deixa a todos mais ricos profissionalmente.

Por todos estas razões e porque também qualquer coisa serve de pretexto para "comer umas buchas", na Casa Barril na Figueira da Foz, após encomenda do Carlos Rocha e João Góis, lá fizémos o sacrifício de comer uns robalos de ensopado que, como habitualmente, estavam deliciosos.

Não fora o Glorioso ter perdido com o seu rival FCP e as brasileiras contratadas há já algum tempo para "arrumar a sala" depois do repasto terem faltado e sem ter dado qualquer justificação, tudo teria sido 5*.

Paciência.

Aqui o vídeo do acontecimento.

Aqui ... Aqui ... clica aqui nabo !!!




sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O POSTAL DE NATAL DA MALTA DO BANCO....



Este ano, a rapaziada do Banco, decidiu fazer um Postal de Natal personalizado para "não ser mais um"... reencaminhado, impessoal, indiferente, incaracterístico, frio, ...
A ideia surgiu dum simples olhar para a parede em que eu e o "boné Millennium" trocámos um olhar cúmplice ...
Depois de 2 ou 3 "huum.. huuum's", os nossos olhares voltaram a cruzar-se e desta vez os nossos rostos iluminaram-se com um sorriso ... "é isso mesmo !!!",  respondeu-me ele adivinhando-me os pensamentos.

E a seguir foi apenas "puxar dos galões", intimando todos os meus colegas a deixarem-se fotografar com o "boné Millennium" não sem antes avisar alguns que "isto está mau,.. há muito desemprego ... há vagas em Penedono, Mogadouro, no Alandroal e em Mourão .... ".

Para o que tiveram dificuldade em sorrir recordei-lhes que o Banco está também a recolher candidaturas para vagas nos armazéns da Matinha em Cabo Ruivo ... como viram que era a brincar não puderam deixar de sorrir.

E aqui está o nosso POSTAL DE NATAL que enviámos a colegas, amigos e clientes e que, agora, partilho com todos vós.





quarta-feira, 12 de outubro de 2011

RECORDAÇÕES DE ANSIÃO

Ora vivam todos....

Trabalhei em Ansião, incialmente no ainda Sotto Mayor, depois Millenniumbcp, de 2003 a 2008, com uma equipe de colegas extraordinária ....
Reunimo-nos inúmeras vezes para confraternizar a propósito de tudo e de nada e, numa dessas ocasiões, foi tirada esta foto ....


Da esquerda para a direita o Zé Luis, o Américo, eu próprio, a Lucilia, o Zé Pedro, o Armindo e o João Simões .... tudo gente impecável e com quem foi um enorme prazer trabalhar....