quinta-feira, 22 de junho de 2017

PICOS DE EUROPA 2017 - IV



PICOS DE EUROPA 2017
4º dia 18 de Junho

Passavam poucos minutos das 09:00 quando saímos de La Corrolada em direcção a Cangas de Ónis para abastecer e encetar o regresso a casa.

Nas bombas estava um grupo de Coimbra e Bragança que, por aqueles dias, também tinha andado a visitar os Picos de Europa.

Motas abastecidas rumámos pela N-625 e depois pela N-634 já nossas conhecidas quando chegámos.

Em Pola de Siera rumámos à auto-estrada pois tínhamos decidido, e bem, fazer o regresso pela AE para ser mais rápido... e as altas temperaturas  que se começavam já a fazer sentir seriam mais difíceis de suportar pelas "nacionais"

A A-66 é uma estrada de alta montanha e, desde Mieres até Mallo de Luna, pelo menos, proporciona paisagens e curvas fantásticas.

À medida que descíamos para sul as temperaturas iam subindo e a viagem tornava-se mais penosa.

Depois duma breve paragem por alturas de Benavente, decidimos parar para almoçar em Puebla de Sanábria aproveitando para dar a conhecer aquela lindíssima localidade aos meus companheiros de viagem





Bom, e depois de almoço, com temperaturas que oscilavam entre os 38º e os 40º rolámos em direcção a Portugal, com mais umas pequenas paragens para nos refrescarmos que... estava muito difícil.



Circular de mota com estas temperaturas é um esforça muito grande e as "penduras" Mari e Adélia portaram-se bravamente em condições tão adversas.

Eu e o Tiago despedimo-nos do restante grupo que iria até ao Porto na área de serviço perto de Vila Pouca de Aguiar, tomando estes a A7 e nós continuámos a "dar calor" e a apanhar calor pela A24... sempre com muito fumo dos incêndios que, àquela hora lavravam em Portugal

Despedi-me do Tiago na àrea de serviço da Aguieira, no IP3 já bem perto de Coimbra ... com o céu assim 😵



E "prontos" ... foi assim o último dia desta pequena aventura de revisita aos Picos de Europa.

Lindas paisagens, estradas fantásticas, companheiros top... é muito fácil viajar em grupo com malta assim... colaborantes, proactivos e que me recompensam com o seu sorriso de satisfação.

Muito obrigado a todos, Paulo Neves, Mari Fernandes, Jorge Martins, Adélia Maia e Tiago Sousa.... convosco vou pró "fim do mundo" 😀

quarta-feira, 21 de junho de 2017

PICOS DE EUROPA 2017 - III



3º dia nos Picos de Europa
17 de Junho de 2017

Nesta sexta-feira e tal como as previsões tinham auspiciado, o dia amanheceu limpo e com sol, ainda fresco mas a ficar-se com a sensação que as temperaturas iriam subir.

De facto assim sucedeu e foi um dia bem quente e com sol que permitiu apreciar as paisagens com outra "luz".


 

Saímos de La Corrolada cerca das 09:00 (que Diabo, estávamos de férias e não havia que nos levantar cedo...embora eu tivesse gostado que ... 😉 quem me conhece sabe que sou um madrugador incorrigível) e pela AS-114 rumámos a Panes para aí tomarmos a N-621 que nos haveria de conduzir a um dos míticos locais dos Picos de Europa: o  Desfiladeiro de Hermida.



A estrada e o Rio Deva acompanham-se mutuamente durante muito kms ora entre altas e escarpadas falésias ora em percursos mais largos entre encostas verdes ... é um cenário lindíssimo e não se pode afirmar, com sinceridade, que "ali é mais bonito que aqui"... todos os kms que se percorrem são fantásticos.







Uma breve paragem numa das várias pontes pêncil para a foto a abanar 😉


E os pouco mais de 15 kms do desfiladeiro de Hermida até Potes foram percorridos em toada calma como a estrada e as paisagens aconselhavam.

A cada curva a nova paisagem nos surpreendia ...

Não parámos em Potes pois o destino era o teleférico de Fuente Dé a cerca de 22 kms ... igualmente uma estrada lindíssima mas mais "aberta" o que permitia ver as montanhas mais altas ao longe.


Ao longe era já possível ver a encosta mais famosa do lado sul dos Picos de Europa, onde o teleférico vai aportar depois duma subida de mais de 700 metros até ao miradouro de El Cable cuja altitude ultrapassa os 1800 metros.

Para além de jovens em excursões escolares estavam também várias dezenas de "caminheiros" que iriam subir para apanhar uma das rotas mais famosas dos Picos, os Horcados Rojos.


Optámos por não subir pois havia uma fila que demorava cerca de 2 horas e ... achámos que, assim ficava um forte pretexto para lá voltarmos. 😉


Potes é uma lindíssima vila, do lado este dos Picos de Europa e, tal como Cangas de Ónis, tudo em si gira à volta do turismo.



No entanto, Potes tem um centro histórico mais bonito, com as tradicionais ruas estreitas e a cada porta um "comércio".


Depois de almoço e porque tínhamos o tempo que não usámos na subida do teleférico, resolvi levar os meus companheiros a uma estrada  que vai de Arenas de Cabrales (a terra do famoso queijo azulado e com um intensíssimo cheiro) até ao funicular de Bulnes e dali, sempre a trepar, até Sotres e depois até Tresviso onde acaba.

Esta estrada, para além de soberba paisagísticamente, é também conhecida por ali se realizar uma das etapas mais duras da "vuelta".


Uma pequena paragem em Poncebos para refrescar a garganta e depois toca a "trepar" ...


Uma foto num dos vários túneis que há nesta estrada ...

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E é esta a estrada para Sotres ... situada a "meia-encosta" percorre todo o vale sempre a subir ...


Uma paragem em Sotres para ir a um miradouro um pouco escondido dos turistas menos atentos ...


e para que lá se chegue é preciso caminhar 2 centenas de metros ...


Somos depois recompensados com uma paisagem magnífica de que destaco a "pista" em "Z" que prossegue até Fuente Dé, a cerca de 14 kms.


e a foto de grupo - 1, o fotógrafo não pode ser sempre o mesmo... desta vez calhou a "fava" a outro 😉


e o regresso proporcionou ainda esta foto, podendo ver-se no lado esquerdo a CA-1 que estávamos a acabar de percorrer.

Bom, e estava na hora de voltar a Avín para descansar (alguns), ir a Cangas de Ónis às compras (outros) e ainda ir dar umas voltar para explorar umas "placas" que tinha visto durante o passeio (eu)...

Assim foi...







Fui dar umas "curvas" por estes lindo locais para que, no próximo passeio, os possa mostrar aos meus amigos.

E o final de dia foi uma jantarada "à maneira" no parque de Campismo Picos de Europa em Avín, a escassas centenas de metros do nossos alojamento, onde encontrei alguns amigos que por ali também andavam no passeio.


terça-feira, 20 de junho de 2017

PICOS DE EUROPA 2017 - II



PICOS DE EUROPA - DIA 2
16 de Junho de 2017

O dia começou com o pequeno almoço na La Corralada ... ovos estrelados, um chouriço demasiado picante e intenso para o meu gosto, pão ainda quente, sumo de laranja, café e leite, ...

Tínhamos combinado estar às 08:30 para o pequeno almoço, horário que todos cumpriram ... neste tipo de viagens é fundamental que os horários se cumpram, que a "disciplina" das rotinas se observe, ... senão disparam para incontroláveis incumprimentos. Felizmente que em todos os dias a responsabilidade do grupo disse sempre "Presente".

O dia estava fresco, (como convém para andar de moto), com nevoeiro, alguma "morrinha" nalguns sítios ... que não impediu de se prosseguir com o programa que previa uma subida à basílica de Covadonga.

E estávamos muito perto... a Basílica de Covadonga era a apenas 19 kms do local onde estávamos instalados portanto, em poucos minutos lá chegámos.




A foto do grupo junto ao Rei Pelayo, ao que se consta um tipo com mau-génio. Descendente de visigodos decidiu correr à espadeirada os árabes que por ali andavam a tentar convencer as asturianas a usar burka e a beber chá, pondo de lado o vício da cidra ... 😀






Nesta gruta, em parte escavada por mão humana, se encontra o seu túmulo e uma pequena capela cristã.


e a imagem da basílica ... onde é bem visível o nevoeiro que nos fez alterar o percurso e não subir, de manhã, aos lagos, situados a cerca de 1100 mts de altitude.



Voltámos então a descer para a AS-114 e aí para a AS-340 uma das estradas mais fantásticas dos Picos de Europa.


Atravessa todo o maciço montanhoso no sentido Sul-Norte até à costa e as suas paisagens são algo diferentes das que os Picos, na generalidade nos transmitem.

Nestas predomina o verde, a densa vegetação, a humidade que escorre das paredes que constituem as bermas e as folhas das plantas brilham com o reflexo do sol nas gotas da condensação.





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A qualidade das fotos não é a melhor pois foram obtidas com uma pequena máquina compacta, em condução, segura numa só mão, ... 


Nenhuma das "penduras" foi suficientemente corajosa para assumir a função de "fotógrafa oficial do passeio" ... 😠


Os cerca de 23 kms desta AS-340 são percorridos num tempo que nos parecem apenas poucos minutos tal o envolvimento e a comunhão que sentimos com aquela natureza tão bela.

Recomendo vivamente a quem vai aos Picos que faça esta estrada pelo menos uma vez !!! 👍

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E depois foi seguir em direcção a Ribadesella.

Esta pequena vila piscatória e estância balnear, é famosa pela sua praia que, desde o século passado,é muito frequentada.





Tem, ao longo da sua "linha de praia", uns edifícios "vintage" que são obras lindíssimas de arquitectura.

Subindo à pequena capela da Virgen de la Guia, mesmo junto à foz do Rio Sella, obtém-se uma visão 360º da povoação, da marina, do porto de pesca, da praia, ... e podem consultar-se informações sobre cada um dos edifícios a que já me referi.





Depois de almoço em Ribadesella fomos a outra das pouco conhecidas atracções turísticas daquela região: La Cuevona

Não é mais que uma pequeníssima aldeia com pouco mais de meia-dúzia de casas, tipicamente asturianas, com jardins verdes e muros em granito, muitas flores nas janelas e nos muros e em tudo que sirva de recipiente para as colocar... só que, para lá chegar, é preciso percorrer uma caverna com mais de 300 metros de comprimento e que atravessa uma formação cársica que rodeia a aldeia, isolando-a por completo.

Assim, esta caverna (La Cuevona) é a única forma de acesso à aldeia.




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E de regresso, não optámos pelo percurso mais óbvio que era regressar a Ribadesella e prosseguir pela  N-634 até Arriondas...

Fomos pela AS-341 que é outra das estradas bonitas das Astúrias.
Com uma envolvente diferente das até aqui percorridas, não se trata duma via de alta montanha mas é uma estrada rural que atravessa várias explorações agrícolas, enormes e verdes pastos onde, mansamente se pastoreavam ovelhas e, alheias ao "roncar" dos BMW e da Suzuki, vacas não levantavam sequer os olhares para satisfazer a curiosidade.

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O tempo tinha melhorado ligeiramente e decidimos tentar a subida aos lagos de covadonga.

E assim iniciámos a subida que, desde o princípio se revelou difícil pois, a cada metro vencido o nevoeiro se mostrava mais cerrado.

4 piscas ligados, luzes de auxílio, ... tudo servia para nos assinalar a presença ... considerei a possibilidade de voltarmos para trás pois estavam a decorrer algumas obras na estrada que também dificultavam a passagem.
No entanto, ao perguntar a um motorista de autocarro como estava o tempo "lá para cima" e tendo ele respondido que "arriba está limpio" ... fiquei de novo entusiasmado e avancei levando os meus bravos companheiros comigo.

Neste clip de vídeo, o local onde parámos para deixar passar o trânsito descendente e em que ainda estávamos a considerar fazer inversão de marcha...

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Depois de retormarmos a marcha, o cenário era este e foi com muito cuidado que fomos avançando até ao cimo onde, surpreendentemente nos esperavam sol e temperaturas elevadas.

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Os Lagos de Covadonga situam-se mesmo no final da estrada que sobe a montanha e são o Lago Ercina, situado a 1108 metros de altitude e o Lago Enol a 1070.


 ...este o Lago Ercina ...


... e este o Lago Enol ...


Eu e o Tiago tendo o lago Ercina ao fundo.


Mari, Paulo, eu próprio e o Tiago 

A foto do grupo aqui desfalcado com o lago Enol em fundo.


Quem vai aos Lagos de Covadonga não pode deixar de visitar o que resta do complexo mineiro de Buferrera.


Trata-se dum espaço-museu que retrata a actividade mineira que teve o seu apogeu no final do sec. XIX e início dos Sec. XX até à II Grande Guerra, com a intensa exploração de ferro e manganésio sobretudo por companhias inglesas.


O grupo junto ao monumento do Mineiro Asturiano





E o dia aproximava-se rapidamente do seu final, eram horas de "arrumar a trouxa e zarpar", despedindo-nos dos simpáticos e pachorrentos residentes.


E os 30 kms que nos separavam do duche até Avín, foram feitos com calma e sem pressas, apreciando as paisagens que a descida das montanhas proporcionava sempre que o nevoeiro o permitia.

E estava chegado ao fim o nosso segundo dia nos Picos de Europa, com cada um de nós a ostentar um larguíssimo sorriso de satisfação pela graça que nos tinha sido concedida ao desfrutar de paisagens tão belas.