terça-feira, 20 de junho de 2017

PICOS DE EUROPA 2017 - II



PICOS DE EUROPA - DIA 2
16 de Junho de 2017

O dia começou com o pequeno almoço na La Corralada ... ovos estrelados, um chouriço demasiado picante e intenso para o meu gosto, pão ainda quente, sumo de laranja, café e leite, ...

Tínhamos combinado estar às 08:30 para o pequeno almoço, horário que todos cumpriram ... neste tipo de viagens é fundamental que os horários se cumpram, que a "disciplina" das rotinas se observe, ... senão disparam para incontroláveis incumprimentos. Felizmente que em todos os dias a responsabilidade do grupo disse sempre "Presente".

O dia estava fresco, (como convém para andar de moto), com nevoeiro, alguma "morrinha" nalguns sítios ... que não impediu de se prosseguir com o programa que previa uma subida à basílica de Covadonga.

E estávamos muito perto... a Basílica de Covadonga era a apenas 19 kms do local onde estávamos instalados portanto, em poucos minutos lá chegámos.




A foto do grupo junto ao Rei Pelayo, ao que se consta um tipo com mau-génio. Descendente de visigodos decidiu correr à espadeirada os árabes que por ali andavam a tentar convencer as asturianas a usar burka e a beber chá, pondo de lado o vício da cidra ... 😀






Nesta gruta, em parte escavada por mão humana, se encontra o seu túmulo e uma pequena capela cristã.


e a imagem da basílica ... onde é bem visível o nevoeiro que nos fez alterar o percurso e não subir, de manhã, aos lagos, situados a cerca de 1100 mts de altitude.



Voltámos então a descer para a AS-114 e aí para a AS-340 uma das estradas mais fantásticas dos Picos de Europa.


Atravessa todo o maciço montanhoso no sentido Sul-Norte até à costa e as suas paisagens são algo diferentes das que os Picos, na generalidade nos transmitem.

Nestas predomina o verde, a densa vegetação, a humidade que escorre das paredes que constituem as bermas e as folhas das plantas brilham com o reflexo do sol nas gotas da condensação.





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A qualidade das fotos não é a melhor pois foram obtidas com uma pequena máquina compacta, em condução, segura numa só mão, ... 


Nenhuma das "penduras" foi suficientemente corajosa para assumir a função de "fotógrafa oficial do passeio" ... 😠


Os cerca de 23 kms desta AS-340 são percorridos num tempo que nos parecem apenas poucos minutos tal o envolvimento e a comunhão que sentimos com aquela natureza tão bela.

Recomendo vivamente a quem vai aos Picos que faça esta estrada pelo menos uma vez !!! 👍

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E depois foi seguir em direcção a Ribadesella.

Esta pequena vila piscatória e estância balnear, é famosa pela sua praia que, desde o século passado,é muito frequentada.





Tem, ao longo da sua "linha de praia", uns edifícios "vintage" que são obras lindíssimas de arquitectura.

Subindo à pequena capela da Virgen de la Guia, mesmo junto à foz do Rio Sella, obtém-se uma visão 360º da povoação, da marina, do porto de pesca, da praia, ... e podem consultar-se informações sobre cada um dos edifícios a que já me referi.





Depois de almoço em Ribadesella fomos a outra das pouco conhecidas atracções turísticas daquela região: La Cuevona

Não é mais que uma pequeníssima aldeia com pouco mais de meia-dúzia de casas, tipicamente asturianas, com jardins verdes e muros em granito, muitas flores nas janelas e nos muros e em tudo que sirva de recipiente para as colocar... só que, para lá chegar, é preciso percorrer uma caverna com mais de 300 metros de comprimento e que atravessa uma formação cársica que rodeia a aldeia, isolando-a por completo.

Assim, esta caverna (La Cuevona) é a única forma de acesso à aldeia.




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E de regresso, não optámos pelo percurso mais óbvio que era regressar a Ribadesella e prosseguir pela  N-634 até Arriondas...

Fomos pela AS-341 que é outra das estradas bonitas das Astúrias.
Com uma envolvente diferente das até aqui percorridas, não se trata duma via de alta montanha mas é uma estrada rural que atravessa várias explorações agrícolas, enormes e verdes pastos onde, mansamente se pastoreavam ovelhas e, alheias ao "roncar" dos BMW e da Suzuki, vacas não levantavam sequer os olhares para satisfazer a curiosidade.

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O tempo tinha melhorado ligeiramente e decidimos tentar a subida aos lagos de covadonga.

E assim iniciámos a subida que, desde o princípio se revelou difícil pois, a cada metro vencido o nevoeiro se mostrava mais cerrado.

4 piscas ligados, luzes de auxílio, ... tudo servia para nos assinalar a presença ... considerei a possibilidade de voltarmos para trás pois estavam a decorrer algumas obras na estrada que também dificultavam a passagem.
No entanto, ao perguntar a um motorista de autocarro como estava o tempo "lá para cima" e tendo ele respondido que "arriba está limpio" ... fiquei de novo entusiasmado e avancei levando os meus bravos companheiros comigo.

Neste clip de vídeo, o local onde parámos para deixar passar o trânsito descendente e em que ainda estávamos a considerar fazer inversão de marcha...

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Depois de retormarmos a marcha, o cenário era este e foi com muito cuidado que fomos avançando até ao cimo onde, surpreendentemente nos esperavam sol e temperaturas elevadas.

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Os Lagos de Covadonga situam-se mesmo no final da estrada que sobe a montanha e são o Lago Ercina, situado a 1108 metros de altitude e o Lago Enol a 1070.


 ...este o Lago Ercina ...


... e este o Lago Enol ...


Eu e o Tiago tendo o lago Ercina ao fundo.


Mari, Paulo, eu próprio e o Tiago 

A foto do grupo aqui desfalcado com o lago Enol em fundo.


Quem vai aos Lagos de Covadonga não pode deixar de visitar o que resta do complexo mineiro de Buferrera.


Trata-se dum espaço-museu que retrata a actividade mineira que teve o seu apogeu no final do sec. XIX e início dos Sec. XX até à II Grande Guerra, com a intensa exploração de ferro e manganésio sobretudo por companhias inglesas.


O grupo junto ao monumento do Mineiro Asturiano





E o dia aproximava-se rapidamente do seu final, eram horas de "arrumar a trouxa e zarpar", despedindo-nos dos simpáticos e pachorrentos residentes.


E os 30 kms que nos separavam do duche até Avín, foram feitos com calma e sem pressas, apreciando as paisagens que a descida das montanhas proporcionava sempre que o nevoeiro o permitia.

E estava chegado ao fim o nosso segundo dia nos Picos de Europa, com cada um de nós a ostentar um larguíssimo sorriso de satisfação pela graça que nos tinha sido concedida ao desfrutar de paisagens tão belas.




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