quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

SER EMÉRITO É PORREIRO



Descobri hoje que agora sou “Bancário Emérito”.

E isto porque vejo várias analogias com o que está a acontecer com o Papa.

Há imensas coisas em comum, ora vejamos :

- ambos os dois resignámos

- ambos os dois tivemos fortes razões para o fazer

- ambos os dois consideramos que nenhuma dessas razões teve ou tem a ver com o renegar a fé/profissão

- ambos os dois continuámos a gostar muito do que fazíamos

- ambos apenas um tenciona levar uma vida recatada e de oração

- ambos apenas um quer aproveitar a liberdade que a resignação concedeu para “soltar a franga”

- ambos os dois nos sentimos incomodados e repudiamos a pedofilia

- ambos os dois nos sentimos desconfortáveis com as diferentes orientações sexuais, ele com a homossexualidade e eu com a paneleiragem rasca

- ambos os dois continuaremos a ter tratamento distinto e honorável, o Papa por “Sua Santictate” (Sua Santidade)  e eu por “Grandis fillius meretrix, quid agis summe optimum” (ó ganda filho da mãe, tás cada vez melhor pá!!!”

- ambos os dois ficámos desempregados

- ambos os dois vamos viver da chulice ao sistema

Isto de ser emérito nem é nada mau pessoal ….



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

"DEIXEM-ME TRABALHAR"


Olá a todos:

Ao falar hoje com um ex-colega de trabalho, fiquei muito triste por saber que anda uma grande “confusão” na empresa onde trabalhei …

Pessoas que nela conheci a desempenhar lugares de responsabilidade, com honradez e profissionalismo, fazendo dela “a sua casa”, orgulhando-se de defender a “camisola” mesmo em momentos difíceis, “segurando as pontas” quando tudo parecia correr mal e os clientes apenas tinham os seus rostos para mostrar o desagrado, argumentando e serenando aqueles que viram os seus investimentos minguar por força de “crises”, … estão agora a ser “castigados” com mudança de funções e locais de trabalho, como se com isso fosse possível exorcizar todo o mal que sobre ela impende.

Creio saber que os “resultados” estão na origem dessas decisões o que apenas agrava o seu sentido pois não estão em causa comportamentos reprováveis, de falta de profissionalismo ou, em ultima instância, outros até que pudessem suscitar procedimento criminal.

NÃO foram eles que decidiram investir na Grécia,…

NÃO foram eles que decidiram, teimosamente, levar por diante uma OPA sobre outra empresa que tudo indicava ir correr mal,…

NÃO foram eles que estiveram no centro da polémica das “off-shores”  criados para subscrever aumentos de capital e que causaram milhões de prejuízos aos pequenos accionistas,…

NÃO foram eles que politizaram a administração com elementos do partido, na altura, no poder,…

NÃO foram eles que tornaram a administração da empresa num comissariado político, …

NÃO foram eles que decidiram contratar um político mais conhecido por uma história de “robalos”, …

NÃO foram eles que, para o afastar não enegrecendo ainda mais a imagem da empresa, lhe ofereceram choruda indemnização por escassos meses de “trabalho” na empresa,…

NÃO foram eles que fizeram com que a empresa fosse acusada de manipulação de mercado, burla e falsificação contabilística,…

NÃO foram eles que manipularam resultados para que a administração recebesse chorudos prémios,..

NÃO foram eles que decidiram estratégias, hoje reconhecidamente despropositadas e que se traduziram em previsíveis prejuízos,…

NÃO foram eles que se arrogaram iluminados criadores de marketing e produtos aos quais, depois de lançados, foi reconhecida a sua  total falta de oportunidade,…

NÃO foram eles que decidiram apoios que se traduzem, agora, em elevados prejuízos, …

NÃO foram eles que decidiram remunerar alguns com pornográficas reformas,...

NÃO foram eles que engordaram quadros de pessoal, reconhecidamente excedentários, não na sua base que vive com “falta de braços” mas de quadros médios para cima (“há mais generais que quartéis e almirantes que navios”, alguém disse um dia a propósito de problema semelhante nas Forças Armadas), …

NÃO são eles que fazem com que o “título” esteja como está pois, todos os dias, trabalham para criar valor …

Portanto, … “deixem-me trabalhar”



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

VISITAR A UNIVERSIDADE DE COIMBRA





ó pra ele preparado para a visita ...

Olá a todos:

Ao fazer uma pesquisa no Google, descobri por mero acaso que está a decorrer uma campanha para que a Universidade de Coimbra, Alta e Rua da Sofia, sejam considerados Património Mundial pela Unesco.
No âmbito das realizações levadas a efeito para dar a conhecer esta iniciativa, decorrem visitas guiadas à Universidade pelo preço de 3,00 por pessoa (habitualmente o preço ronda os 12,00 creio).
Achei uma oportunidade para revisitar todo aquele espaço e ambiente únicos pois, com um guia que nos explica os pormenores “disto e daquilo”, daquela janela, estátua ou galeria, quadro e retrato,…mesmo que sejamos muito independentes e queiramos,  fazer a visita a solo “poder podia mas não era a mesma coisa”.




O Luís, a Carolina, o João David e o João Nuno

Bem, fiz a inscrição por e-mail para mim e para um conjunto de amigos e, no domingo passado, pelas 11:00,  lá estávamos diante da Biblioteca Geral, em frente á Faculdade de Letras, aguardando os restantes membros do grupo visitante e o guia.

Este, um jovem funcionário da Universidade, sabia o que fazia e explicava, com detalhe e simplicidade, todos os aspectos dos locais por onde íamos passando.



Madames Paula e Helena discutindo certamente sobre toilletes, pendant's, ...

A Universidade de Coimbra, fundada em 1290 por D. Dinis quando Coimbra era a 1ª capital do Reino, chamou-se, na altura, Estudo Geral, sendo reconhecido pelo Papa Nicolau IV como, na época, era necessário.
Houve mais tarde um período em que a Universidade era itinerante e funcionava ora em Lisboa, ora em Coimbra para onde, de forma definitiva, se mudou em 1537.

O seu núcleo central, conhecido como Páteo das Escolas, servia de palácio real, com duas alas distintas, a destinada à Rainha e seu séquito onde hoje é a Reitoria e a ala do rei, onde hoje se situam a Sala dos Capelos e do Exame Privado. Esta ala era mais pequena pois o Rei estava, á época, ocupado com a reconquista de Portugal aos Mouros.

No seu exterior, os edifícios das faculdades de Medicina, Letras, Ciências, Matemática e Bib lioteca, são de estilo neo-clássico a que vulgarmente se chama “estilo do Estado Novo” e foram construídos entre 1940 e 1960.



O simpático e competente guia que nos acompanhou nas cerca de 2 horas de visita, no início da mesma junto á Porta Férrea

Ao passar a Porta Férrea, um dos ícones da Universidade, entramos na parte mais antiga da Universidade e onde foram criados os Estudos Gerais, cujas disciplinas ensinadas eram Artes, Direito Canónico, Medicina e Leis (Direito Civil).
Sobre a PORTA FÉRREA podem consultar aqui.

No Páteo das escolas sobressai a Torre ( para os estudantes “A Cabra”) a Porta Manuelina da Capela de S. Miguel e a fachada da Biblioteca Joanina, talvez o mais conhecido edifício da Universidade.




Dois estudantes, envergando o traje académico, na parte interior da Porta Férrea


A Capela de S. Miguel, foi construída no sec. XVI substituindo uma anterior que se crê datar do sec XII.
As universidades tinham um cariz eminentemente religioso e um local de oração era, pode dizer-se, obrigatório.
De estilo Manuelino, é ricamente decorada e tem, no seu interior, um enorme órgão de tubos verticais e horizontais, dos mais raros que existem pela sua configuração. Ainda hoje é tocado apenas numa pequena parte da sua capacidade pois a igreja é pequena para o seu nível de sonoridade. De estilo barroco, tinha sido inicialmente encomendado pelo Rei D. João V para uma igreja em Lisboa e o seu tamanho coube, milimetricamente, entre duas janelas na capela de S. Miguel.
Podem ver mais informação sobre a CAPELA DE S. MIGUEL aqui .

A Via Latina, concebida para facilitar o acesso entre as alas reais, o Paço Reitoral, a Sala dos Capelos, … é assim conhecida por, quando nela se circulava, ser obrigatório o uso do latim para conversar, cumprimentar, …




O grupo, ouvindo a explicação antes de entrar na Capela de S. Miguel





Vista do Páteo das Escolas, com destaque para a 
Ala da Rainha onde hoje funciona a Reitoria




Aspecto da Via Latina




A entrada para a Capela de S. Miguel e a sua porta manuelina. Ao fundo a Biblioteca Joanina


A Biblioteca Joanina é um monumento de inegável beleza arquitectónica e importância científica.
Escuso-me a descrevê-la podendo ser encontrada mais informação em BIBLIOTECA JOANINA

A visita prosseguiu nos seus pisos inferiores, destinados a arquivo de livros e á Prisão Académica. Melhor informação pode ser encontrada AQUI mas, posso dizer-vos, que já naquele tempo ser professor não era bom ... os espaços destinados à clausura dos professores eram muito piores do os dos alunos... estes eram de origem nobre e os seus pais eram os principais financiadores e beneméritos da Universidade ... "portantos".

A visita prosseguiu para a SALA DOS CAPELOS e DO EXAME PRIVADO, na ala do rei e pudémos ainda subir ao varandim que tem uma vista fabulosa sobre Coimbra. Daí, o guia explicou e pudémos perceber a razão da Rua da Sofia estar integrada nesta candidatura: toda ela era constituída por Conventos e Colégios destinados à preparação dos futuros estudantes universitários.



Coimbra vista da varanda da Ala Real



O Museu Machado de Castro

Infelizmente, não é possível tirar fotos no interior dos locais mais bonitos  emblemáticos mas, todas as fotos estão disponíveis no site da Universidade de Coimbra e, estou certo, com muito melhor qualidade das que eu conseguiria.

Um último apontamento de satisfação por ver que este património está excelentemente conservado e é devidamente apreciado pelos inúmeros turistas estrangeiros que por lá andavam ... curiosamente, portugueses creio que eram só mesmo os do nosso grupo ...
Lamentamo-nos que "lá fora é que é ...","têm coisas lindíssimas" ... sim, pois têm mas nós cá também temos e deveriam ser conhecidas.

Recomendo a todos, especialmente aos que têm por Coimbra uma ligação "diferente" ... vale a pena visitar a Universidade como turista.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

ESKIMÓS 2013

Ás 09:00 combinadas lá nos encontrámos, o Rui "Pai-de-Deus" e eu próprio, nas bombas da Adémia, em Coimbra, ponto de encontro habitual sempre que o destino é para Norte.


Levantar uns "aéreos" no multibanco e toca a andar pois queríamos chegar o mais cedo possível para montar a tenda nas calmas, almoçar .. e dar uma volta pela serra.

O céu estava limpo, cerca de 7º, sem vento, óptimo para viajar de moto. Seguimos em direcção ao IP3 e, quando chegámos à zona de Penacova, o habitual nevoeiro daquela zona esperava por nós.



Prosseguimos com atenção redobrada e velocidade moderada por entre o espesso nevoeiro que nos faria companhia quase até Oliveira do Hospital, onde deu lugar a um sol tímido mas que aquecia um pouco mais as nossas almas, enregeladas por aquele nevoeiro frio ... a temperatura tinha descido dos 7º de Coimbra para 2,5º durante a viagem.



O nevoeiro tinha descido ao vale e deixava o sol espreitar.

Em Seia, uma pequena paragem para "abastecimento" de víveres ... tínhamos decidido não ir pelo Sabugueiro onde habitualmente fazemos as compras.

Nesta conhecida cadeia de produtos regionais, comprámos umas garrafas de vinho para substituir as que tinha esquecido em casa, chouriço e queijo ...



O Rui disse-me que o Batalha tinha levado 6 garrafas mas que, se calhar, não chegavam sequer para ele e, nesse caso, era prudente irmos prevenidos.



E começámos a subida à serra. Seia, estrada 339 em direcção à Torre mas virámos no cruzamento para N232, Manteigas, e aí para o vale do Rossim, em cujo parque de campismo decorria a concentração.

Não havia ainda vestígios do forte nevão da semana anterior mas, à maneira que a altitude aumentava, começámos a ver neve que se acumulava na berma da estrada, em sítios onde o sol mais dificilmente chegava, ...



Uma breve paragem para uma foto antes de chegarmos ao parque ...



e por aqui já havia bastante neve ...



e a habitual e complicada foto no cruzamento para o Vale do Rossim ... esqueço-me sempre de avisar o Rui para parar para uma foto e depois, tenho que fazer uma "ginástica" do catano para conseguir tirar uma em condições ...



Esta foi a melhor que se arranjou depois duma em que só ficaram as placas, doutra em que só ficou a estrada,... e após 3 ou 4 quedas da máquina ...




"Ambos os dois" à chegada ao parque de campismo.


O comité de recepção da malta do Motoclube de Vila do Conde, pessoal sempre simpático e preocupado em que tudo corra bem.



E já nos aguardavam o Avelino e o Batalha que tinham ido de véspera.
O Avelino haveria de ir embora a seguir ao almoço por ter compromissos familiares mas fica aqui o registo da sua enorme força de vontade ... para não faltar á concentração, fez umas centenas de kilómetros apenas para poder estar lá algum tempo.

E começou a azáfama da montagem das tendas... o que convinha ser feito com cuidado pois o ano passado, com a ventania, quem não as tinha bem seguras ...





e o parque estava liiiindooo !!!!!






Quem apareceu para ajudar depois do trabalho feito foi ... o João Luís !!!!




Lá em cima, a tenda da música que se estava a preparar para a longa noite ...



E lá  em baixo, a tenda das refeições vendo-se ainda a ambulância dos BV Gouveia, sempre presente não vá dar-se o caso de alguém se sentir indisposto com a "altitude" ...

Fui dar uma ronda pelo parque para cumprimentar os velhos conhecidos (ah, a propósito, conheci o Trophyvitor do M&D e ainda não foi desta que conheci o Vadio da XT ,.. raios) e encontrei a rapaziada dos ULFILANIS com quem já tinha estado em Mangualde ... malta fixe que estava a preparar já a fogueira para o longo serão que se avizinhava ...












A tenda para as refeições ... 


e as diligentes colaboradoras da organização sempre disponíveis e simpáticas ... parabéns



Ainda antes de almoço, juntaram-se a nós 


o Nuno e o Fernando


e o António Costa, fotógrafo oficial da federação ... 




E este ano, como os FDP dos tipos do governo só sabem decretar aumentos, também as temperaturas mínimas foram aumentadas ... veja-se neste caso, cerca das 13:00 ( o relógio ainda está pela "hora antiga" ... hei-de acertá-lo um destes dias ...) estavam 13º ... o ano passado, à mesma hora, estavam 0º (zero !!!!!).

Esta edição dos Eskimós foi uma brincadeira em termos de temperaturas ... 13º ao meio dia como já vimos, 2º à noite, hoje de manhã estavam 0,5º... ninguém teve frio e eu fui para lá todo "enchouriçado" com roupa... 



E era chegada a hora do almoço ... aqui as "piquenas" do MotoClube de Vila do Conde sempre sorridentes e bem dispostas




A bucha era um óptima sopa de legumes e o "segundo", arroz branco com couve e rojões ...


Aspecto da "sala" de refeições já com alguns participantes.

Ao que julgo saber, o total de inscritos rondou os 300, numero idêntico ao do ano passado. Constatei que para vários dos presentes era a sua primeira vez nos Eskimós... um bom sinal em  minha opinião pois quer dizer que os comentários são favoráveis e os que não podem repetir por causa da troika têm vindo a ser substituídos por outros que não conheciam a concentração.



O Nuno sempre na brincadeira com o Batalha ...


Eu aqui com o Rui e o Fernando certamente a arranjar forma de pregar mais uma partida ao Batalha.


Do nosso programa dos Eskimós consta sempre uma voltinha pela serra a seguir ao almoço ... e foi o que, mais uma vez  fizemos.


Fomos em direcção às Penhas Douradas, continuámos até Manteigas (ao fundo na foto), e prosseguimos em direcção à Torre, subindo pela estrada que ladeia o Vale Glaciar do Zêzere (N338), sempre agradável de percorrer.


Ontem com inúmeras pequenas cascatas de água resultado do aumento de temperatura e consequente degelo ... uma vez mais a Mãe Natureza a cumprir mais um ciclo da sua vida




O Vale Glaciar do Zêzere


Outro aspecto do Vale Glaciar do Zêzere



A também habitual paragem no Covão D'Ametade



O Rio Zêzere começando o seu percurso de cerca de 200 kms até perto Constância, onde se junta ao Tejo


O Rui e o António Costa vendo o Zêzere a dar os "primeiros passos"




O Covão D'Ametade estava coberto de neve pois situa-se numa zona de sombra, com poucas horas de sol ...



Começámos a subir para a Torre mas ainda deu para "um último olhar" sobre o Vale Glaciar

Como era de esperar, na zona mais alta da Serra da Estrela, havia mais neve ... e gente, e carros, e autocarros, ....e miúdos e graúdos, e autocarros e carros, skis e skus, "banheiras" de plástico para deslizar na neve... fosga-se que nem de moto se podia andar por lá !!!

Desistimos de ir até à Torre e, na rotunda, virámos para o Sabugueiro não sem antes efectuarmos uma pequena paragem só para assinalar a nossa presença numas fotos.






Já na descida para o Sabugueiro, aproveitei para uma foto da Lagoa Comprida


O trajecto até ao Sabugueiro foi penoso pois um denso nevoeiro estendia-se por toda aquela zona ... este fenómeno atmosférico com o intenso trânsito que circulava pelas estradas da Serra, fez com que os cerca de 15 kms que separam a Torre do Sabugueiro, fossem penosamente cumpridos.



Finalmente no Sabugeiro a paragem para comprar pão e outros géneros para o serão ...




De volta ao parque de campismo, pusemos a mesa em cima da KLT e toca de "dar ao bigode" ... literalmente ...


O Nuno e o Rui a abrir uma garrafinha de tinto... do bom !!!!




Nas fotos é visível o meu púcaro de inox que me acompanha quase sempre ... soube que desapareceu o púcaro do Batalha e pelo qual ele tinha muita estima. Apesar dos nosso esforços não foi possível, até às horas a que nos viemos embora, encontrar o seu paradeiro.


O dia caminhava rapidamente para o seu fim e uma neblina húmida caía sobre a serra ... estava na hora de ir dar uma vista de olhos à lagoa do Rossim. Trata-se duma lagoa artificial, possível pela construção duma enorme parede em pedra e que, pela inscrição lá visível, tem aproveitamento hidro-eléctrico ... embora eu não tenha visto turbinas nem fios ... mas devem lá estar estou certo.


"Gaivotas em terra, tempestade no mar" ... a foto comprova que as previsões não eram, de facto, muito boas.





Ainda aproveitei para "fazer" uma cadeira ... se o Sócras e o Relvas podem, porque não aproveitar o fim de semana e enriquecer o meu curriculum com mais uma cadeira ?



E para o Batalha, resolvemos levar esta elegante e útil garrafeira para colocar mesmo à entrada da sua tenda ... fica o espaço mais limpo e organizado sem dar o "ar" de desleixo ao nosso bairro.



Ora aqui está ela, proporcionando ao "Espaço Batalha" um toque moderno e acolhedor, limpo e organizado, conferindo-lhe um "ar" profissional de garrafeira e não de taberna como anteriormente.


Faltava ainda resolver o problema causado pelo desaparecimento da púcara ... diz quem sabe que beber pela garrafa além de deselegante retira sabores ao vinho ... 

A solução foi esta ... para PEQUENOS males, GRANDES remédios





Quanto à cadeira, não enriqueci o curriculum como gostaria mas deu para dar um toque de elegância ao jardim da minha "casa".


Nesta foto, o Batalha já rendido ao "púcaro" azul, salientando até algumas vantagens em relação ao anterior ... de menores dimensões.

No Top Case, pode ver-se ainda um casaco de mulher que o batalha usou algumas vezes apesar de avisado por nós de que isso poderia ser considerado comportamento estranho e, até, inaceitável, naquele ambiente motard.


Mesmo não tendo revelado o seu preço, sabemos que foi muito caro este casaco feminino e, por isso, a sua relutância em aceitar a nossa opinião sobre o mesmo.
No entanto, quisemos ajudá-lo e colhemos várias opiniões femininas sobre o "género" do casaco. Aqui na foto, mais uma simpática senhora que se prestou a colaborar com a "sondagem de opinião" sobre o casaco do Batalha, o que acabou por se tornar no facto mais importante de toda a concentração e tema de conversa em redor das fogueiras.

E a hora do jantar chegou ...



O Batalha com o Rui, sempre pronto a defendê-lo dos "ataques" do Nuno, do Fernando e de mim próprio



A sala de jantar



E a ementa ... massa com frango, uma vez mais excelentemente cozinhado.



De volta à tenda da música, aquecida e com um barzinho "à-maneira" ...



Aqui sentado, o Filipe, Alentejano de Beja que conheci no ano passado quase a morrer de frio ... parecia um daqueles pintaínhos que, depois de cair num balde de àgua gelada, anda "encapotado" e moribundo ... já não dava nada por ele e... voilá... já cá está outra vez este ano !!!!


E a coisa começava a aquecer ... aqui o Batalha com dois suricatas de Alverca ... já a prepararem-se para a "festa"


O FILME DA TENDA DE MUSICA AQUI

bem, e a cabeça já começava a doer com o barulho e uns líquidos esquisitos que beberriquei ... resolvi sair da "tenda dos sons" e ir até à "tenda do descanso".. mas antes passei na fogueira dos ULFILANIS ... malta simpática, sempre a oferecer comida e bebida, ... bem dentro e imbuídos dos espírito "Eskimó".







Depois duma noite nem bem nem mal dormida ... acabei por me levantar quando comecei a ouvir sons de movimento ... era o pessoal que começava a acordar e a arrumar a "tralha".
Desde Beja, Lisboa, Vila do Conde, Oviedo, ... havia malta que ainda tinha muitos kms a percorrer e muitos nem esperaram pelo almoço.

Estavam, às 07:58 (ainda não tinha acertado o relógio da moto) 0,5º, em nada comparado com os -5º das 09:00 do ano passado !!!




Uma feliz circunstância: conheci o companheiro "Trophyvitor" do fórum Motos & Destinos, que fez o favor de se dirigir a mim para nos conhecermos e cumprimentarmos. Um muito obrigado pelo gesto e um abraço de amizade.




O Trophyvitor e moi-même


 Entretanto ia "desmontando a barraca" ...




O Batalha a preparar-se ... é fantástico como ele pormenoriza tudo ...
Se o vissem a arrumar as coisas na moto ... tudo devidamente dobrado, acomodado, protegido, ... 


Só é pena ter o raio do casaco de mulher ... não lhe fica mesmo nada bem.




O acampamento estava a "desmontar-se" ... os nossos vizinhos "do outro lado da rua", o Robalo e outro companheiro da Ass.Motociclista de Peniche, estavam também a preparar-se para partir.



Os dois companheiros de Lisboa que tinham as motos junto das nossas, estavam também de partida ...




E enquanto o Batalha arrumava calmamente a sua tralha, outra desgraça aconteceu ...



O casaco que ele tinha pendurado no retrovisor da sua moto, foi aparecer em cima do banco da Varadero do Rui ... mistério que não foi possível resolver até ao momento em que escrevo esta crónica mas fui eu o acusado de ter mudado o poiso do casaco... quem me conhece sabe que eu não faria uma coisa dessas.

Entretanto ...



O Batalha esteve uns minutos a soro pois estava com tonturas ... "qualquer coisa que me caiu mal ontem à noite ..." disse ele enquanto o questionávamos do porquê da garrafa cor-de-rosa... já não bastava o casaco de mulher




Já com tudo arrumado ... os bombeiros de Gouveia ainda lhe vieram perguntar se era colega doutra corporação....





O Filipe, "Alentejano de Beja", estava a preparar-se para partir. Este ano veio sozinho do Alentejo e mesmo a malta de Marinhais, com quem estava , não veio ... curiosamente também lhe tirei uma foto no ano passado quando partia ...







As habituais fotos da lagoa, passeio matinal higiénico até fazer horas de almoço ...
Chuviscava e não estava o tempo convidativo para uma volta de moto



E aqui, a foto do Batalha que pode aproveitar para fazer brindes, calendários, agendas, ...



Ainda antes de almoço, o reabastecimento das motos ... nesta foto, a Honda do Batalha a ser abastecida ... ou purgada, já não sei ...





Ainda ardiam algumas fogueiras que tinham dado uma luminosidade e calor acolhedor à noite ...




Não sei de onde era este companheiro mas, se era de muito longe, espero que tenha chegado bem ...




E até a minha KLT 1200 teve direito a abastecimento ...


E a Varadero do Fernando também ...


A Pan do Nuno teve direito a levar a garrafeira do Batalha ...




A Varadero do Rui também "gramou" com o abastecimento ... o Batalha fartou-se de brincar connosco... é um malandro !!!!



E a Pan do António Costa também  foi "abastecida"




Hora de almoço e toda a gente bem disposta ...




A direcção do Motoclube de Vila do Conde, teve uma iniciativa bem construtiva e de louvar: plantar umas árvores junto ao parque de campismo num local a que foi dado o nome  "O BOSQUE DOS ESKIMÓS".

E foi assim a edição de 2013 dos Eskimós.

Mais um excelente fim de semana, em ambiente único e agradável, este ano sem muito frio, em que todos os participantes convivem parecendo que se conhecem  há longa data, e partilhando o que cada um tem sem problemas.

A repetir em 2014 se as circunstâncias o permitirem.



O VÍDEO DE TODAS AS FOTOS AQUI ... E COM MÚSICA !!!!

AQUI ... A FOTOS PARA PODEREM "SACAR".