segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

DEPOIS DA ESCURIDÃO, A LUZ ....


Sem energia desde as 10:30 de sábado até às 23:50 de domingo ...

Momento de reflexão no jogo de dominó, sábado à noite ....




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

ESKIMÓS HÁ 20 ANOS


Ó pessoal ... mais umas recordações que estavam no fundo da gaveta ...

Ainda  há dias aqui escrevia sobre a Concentração Eskimós que se vai realizar no próximo mês de Fevereiro, no parque de campismo do Vale do Rossim, na Serra da Estrela e, nem de propósito, encontrei estas fotos, com precisamente 20 anos, da Concentração Lobos da Neve, que se realizava igualmente na mesma altura e local, da responsabilidade do MotoClube da Covilhã....

Espectáculo !!!!!



O "pancadas" do Girão, o Rui, o Fernando Martinho, Lena, eu mesmo, Jean-Pierre e não-sei-mais-quem"... lamento mas não me lembro... não sei do frasco das gotas ....

NOTA: Disse-me há pouco o Rui que o último da direita e do qual não me recordava o nome, é o Luís Valente ... pudera, está mais gordo e careca !!!



Eu, a Lena e o companheiro de sempre,
 o Rui "Pai-de-Deus"



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A MINHA 1ª MOTO A SÉRIO

Pois é ... adquirida em 1980 em troca duns serviços que não havia maneira de serem pagos, vi-me com "esta coisa" nas mãos, sem carta e, pior que isso, sem dinheiro para manter os dois carburadores Bing 25 que, pela força da gravidade e sucção dos cilindros, faziam desaparecer como que por milagre,  toda a gasolina que se enfiava no depósito ...

Até ali só tinha andado numas "motoretas" Sachs, Casal, Zundapp, Kreidler, Fuchs, ... de 50 cm3 de cilindrada... este "monstro" era uma R100RT com "não-sei-quantos" cavalos, 1000 cm3 e bem pesada.

Foi a minha primeira moto a sério e que me deu um enorme gozo possuir. Quase sempre "andava em obras" ... ou eram os vedantes dos carburadores que se estragavam e fazia um novo em plena viagem (trazia comigo uma placa de corticite e um pequeno martelo-de-bola"), uma espia que se partia ou o serra-cabos se estragava (numa das enormes malas Krauser trazia espias, arames, ferramenta, ...), a borracha que segurava a bateria se quebrava, ... mas só me deixou a pé uma vez.

Quando passei a ser o seu orgulhoso e desafortunado proprietário, a "menina" tinha já quase 120.000 kms ...
Isso não era problema algum não fosse o gastar óleo em quantidades que rivalizavam com as da gasolina. 

Na foto não dá para ver mas, na parte interior da carenagem, viajava uma garrafa de 1,5 lt com óleo ... sempre que metia gasolina, "atestava" também o óleo ... era a BMW de toda a zona centro e arredores que mais fumo fazia pelos escapes mas, que remédio, tinha que se aguentar pois o BATISTA RUSSO SA (representante da BMW em Coimbra à época), cobrava uma fortuna pela sua reparação.

O pior era de quem viajava atrás de mim ... mesmo de verão aconselhava-se o uso de fato-de-chuva por causa do óleo que saía pelos escapes ... eheheheh.

Para além deste pequeno e de todo desinteressante pormenor, cumpriu ela sempre com galhardia a sua missão até que, numa ida a Xanxenxo, recusou-se a entregar-me em casa e a avariar na AE, perto de Antuã. 

Eu já tinha desconfiado ... em Espanha, os manómetros andavam malucos, o motor "batia", fez questão de se "ir abaixo" várias vezes, a direcção oscilava perigosamente, as luzes apagavam-se de repente a meio dos percursos, o poisa pé esquerdo partiu-se, o fecho da mala Krauser do lado direito embicou  e  não mais quis abrir, os piscas deixaram de dar , a buzina ligava-se sózinha... tudo isto era o prenúncio de que alguma coisa estava para acontecer ... e aconteceu !!!

Na AE o fumo era tanto que todos me ultrapassavam de nariz tapado, e ela a perder potência ... cada vez se engasgava mais e os kms que ainda faltavam para chegar a casa ... e anoitecia rapidamente.

Resolvi parar, coisa de que ainda hoje me arrependo e questiono-me se tivesse prosseguido, talvez ela tivesse conseguido chegar ao destino. Mas não foi o que fiz, parei para ela arrefecer, falar-lhe um pouco ao sentimento e talvez convencê-la que seria o melhor para ambos ir para casa ... argumentos que, infelizmente, não colheram a melhor aceitação e ali ficou, encostada à berma, enquanto eu apanhava boleia para a área de serviço onde ligaria para a assistência em viagem ... sim, porque naquela época nada de telemóveis ainda !!!!

Coitada dela .. tinha na altura já mais de 190.000 kms e acabou trocada por uma Kawazaki EN 500 que, rapidamente, a fez esquecer ... paz à sua alma pensei eu.

Surpresa das surpresas, reencontrei-a em 2003, na Figueira da Foz, num encontro do BMW Motoclube e tinha sido maravilhosamente restaurada por um conhecido especialista da zona de Aveiro.
Já não era vermelho Ferrari mas tinha agora as cores da PSP ... azul com o depósito "debruado" a dourado/cinza. ... linda de morrer.

Já chega de "estórias" ... eize-a !!!!





Linda não é ????????


AS MELHORES EQUIPES

O arrumar gavetas dá nisto ... encontram-se fotos mais ou menos antigas, mais ou menos engraçadas, mais ou menos marcantes emocionalmente ...

Hoje trago aqui estas 3 fotos que representam momentos profissionalmente marcantes dos últimos 20 anos.

Esta primeira foto diz respeito à equipe original do ex-Banco Pinto & Sotto Mayor de Condeixa. Trata-se do conjunto de colegas que abriram e trabalharam naquela agência durante os seus primeiros anos de funcionamento e que lhe deram, estou certo e sem falsa modéstia, o "balanço" fundamental ao seu arranque de sucessos.



Da esquerda para a direita, o João Costa (João da Ega como lhe chamávamos e conhecido pelas suas capacidades de, por exemplo, utilizar o correio interno da instituição, para trocar bacelos e outras plantas com colegas de outros locais). Sempre á espreita de poder tirar vantagem dum qualquer pormenor, tentou mesmo enganar os SAMS com uma receita veterinária para uma vaca  que tinha um problema "dermatológico" nas patas, por ter sido rebocada pelo tractor uma vez que se recusou a atravessar uma passagem elevada em cimento.
De seguida, o António "Azebêbedo" Barros, militante fervoroso do Clube de Caçadores de Condeixa, ... só lhe faltava trazer a espingarda para o banco e, no seu posto de trabalho, para além de "gajas", só se falava em cartuchos e pólvora. 
Depois, o "Xô" Raul Abrantes ... S.Senhoria Exª Alteza o "Chefe" ... com ele todos aprendemos muito, não só profissonalmente mas, por ser uma pessoa com uma esmerada educação, também na maneira como nos apresentávamos, falávamos, ... moldou o nosso comportamento para formas mais urbanas e civilizadas ... a nós que éramos "filhos da aldeia". Um exemplo de "chefe" que muitos deveriam seguir, sabendo dar liberdade de acordo com a responsabilidade a ela inerente. Sendo amigo e cúmplice, nunca teve a autoridade em causa pela responsabilidade que nos incutia. Pessoalmente, a ele lhe devo muitos exemplos que, mais tarde segui quando em posições de chefia.

A seguir estou eu próprio ...

Por último, o Luciano Almeida ... a outra metade da "garotice" que a todos contagiava de alegria e boa disposição ...

O excelente ambiente de trabalho era proporcionado pela forma do Raul nos estimular, das particularidades do João e do Barros, e pelo permanente estado de boa disposição minha e do Luciano.


Depois de passar por Penela onde permaneci por cerca de 5 anos, fui "desaguar" em Ansião.

Esta foto, tem representados os colegas que faziam parte do seu quadro quando saí para Pombal.
Uma excelente equipe, mescla de juventude e experiência, onde o espírito de entreajuda e a lealdade profissional eram uma constante.
Sempre disponíveis para as tarefas e dificuldades que se nos deparavam, foi, também esta, uma dos melhores e mais marcantes dos meus momentos profissionais.
Reuniões semanais na cave enquanto o chouriço assava, Briefing's e Debriefing's enquanto se comiam uns bolos, salgados, ... pessoal com espírito culinário refinado sem dúvidas.





Da esquerda para a direita, o Zé Luis, o Américo, eu próprio, a Lucília, o Zé Pedro, o Armindo e o João Simões. 


E por último, a equipe de Pombal, onde terminei os meus dias de profissional da banca.
Tipo de trabalho diferente de todo o que tinha desempenhado até então. Se antes ocupava o meu tempo com muitas tarefas do dia-a-dia duma sucursal bancária, desde as administrativas, de segurança, atendimento, ... esta experiência teve, tal como as anteriores, a ver mais com o desenvolvimento de pessoas, procurar ajudá-las na forma de ultrapassar objecções, desenvolver a sua argumentação, acompanhar nas visitas ... fazendo coaching e dando feed-back ...( e esta hein? ... já nem me lembrava bem dos inglesismos de que tantos gostam).
Lembro os "concursos" de bolos e a claque que alguns de nós fazia para fomentar e apimentar a disputa pelo 1º lugar, sempre em perigo pela apresentação do bolo seguinte ...




Da esquerda para a direita: 
Rui Machado, Teresa Cardo, eu próprio, Horácio Costa, Sérgio Ferreira, Mónica "Sintra", Rui Simões, António Ferreira e Jorge Rodrigues.


Com todos estes colegas aprendi alguma coisa que me foi enriquecendo e fazendo de mim melhor do que antes de os conhecer ... e tenho a orgulhosa presunção de que fui capaz, a cada um, de lhes transmitir qualquer coisa que os tenha feito, também a eles, pessoas ainda melhores.

Já tenho saudades de todos eles  mas ... não confundam com as saudades do trabalho que, essas, felizmente, não !!!!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

BEM TENTEI ....

Foto do meu filho João, com a mãe, em 1995, sentado na minha "velha" Suzuki 1100F ... máquina !!!!

Ainda tentei meter-lhe o vício de andar de moto mas... quer é estudar e ser alguém para não ser c'mó o pai ....



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O QUE ESTOU A FAZER ?

Pessoal, .... boas.
Olhem só a panela de sopa que estou a fazer ... espectáculo hein?




O MEU PRIMEIRO DIA OFICIALMENTE DESEMPREGADO



O meu primeiro dia oficialmente desempregado

Pois é … ontem fui ao Centro  de Emprego tratar da minha inscrição.

Depois de responder ao “interrogatório” sobre as minhas capacidades, conhecimentos e competências, deram-me a conhecer um conjunto de deveres que teria que manter bem presentes entre os quais demonstrar que, de forma proactiva, procurava o regresso ao mundo do trabalho.
Para além deste, talvez o mais importante, terei que me apresentar, quinzenalmente, num serviço da S. Social como se de uma prova de vida se tratasse … não vá dar-se o caso de ter emigrado e a família continue a receber o “cacau” …

O Centro de Emprego estava lotado de pessoas, … africanos, cidadãos de leste facilmente reconhecidos pelas conversas em eslavo que mantinham ao telemóvel e muitos jovens … o que me deixou assim ... meio triste por eles.

Enquanto aguardava pela minha vez fui percorrendo aqueles rostos e “deitando-me” a adivinhar como seria o trabalho de cada um antes de se verem com a carta de despedimento na mão.

Um jovem engenheiro informático que comentava com um companheiro de fila “eu a minha namorada (também engenheira) trabalhávamos lá … e pensávamos casar este ano … já viu isto ???” … e tinha na mão uma carta com o timbre duma conhecida empresa do PSI20 na área das tecnológicas.

...

Hoje fui levar a Joana e uns colegas à escola … entre os pais revezamo-nos e, uma semana cada um, tomamos esta tarefa a cargo.

Levava comigo um “papelinho” com compras que eram necessárias efectuar e esperei que o hipermercado abrisse às 08:30… foram cerca de 10 minutos em que partilhei o hall de entrada com mais cerca de 20 pessoas … alguns, mais idosos, eram claramente os representantes dos “reformados”, falando entre si como velhos conhecidos e que fizessem do estar à porta do hipermercado às 08:20 da manhã, um ritual e um hábito como o ir para o café jogar sueca ou lançar setas.

Havia ainda umas senhoras, com aspecto ainda jovem o suficiente para não fazer parte do primeiro grupo de “reformados” … a minha imaginação levou-me a pensar que seriam professoras cujos horários lhes permitiam ir, descansadamente, fazer compras logo pela manhã, aproveitando a frescura dos vegetais e peixe e evitando a confusão dos fins-de-tarde.

Estavam ainda 2 jovens estudantes facilmente reconhecidos pela capa com as sebentas e livros que aguardavam, de forma ansiosa, a abertura das portas … pensei comigo que necessitariam aqueles jovens para estar a aguardar a abertura do hipermercado àquela hora? … ter-se-iam esquecido de comprar um qualquer material para uma aula bem cedo? …

E restava eu … não me inclui na classe dos “reformados”, na das “senhoras professoras” também não por óbvias razões e na dos “putos”, com bastante pesar meu, também não …

Fiquei assim com uma sensação de não pertencer a nenhuma das categorias de organização da sociedade… que diabo, hei-de fazer parte de alguma …

Enquanto não resolvo isto, decidi "inscrever-me" na sub-categoria dos “desempregados-pré-aposentados-com ocupação não profissional de apoio doméstico-familiar”…

Espero que tudo isto que agora sou e faço não me retire o direito ao Sub.Desemprego.