segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PASSEIO SERRA DO CARVALHO - A CRÓNICA

Faltava ainda 1 minuto para as 10:00 combinadas quando cheguei ao Moleirinho … e já lá estavam o Rui Carvalho e o irmão Zé, o João Luis e a esposa Lurdes, o Filipe e a Helena... pessoal madrugador e exemplar cumpridor de horários.



O Rui "Pai-de-Deus" e o irmão Zé, os primeiros a chegar... 
malta fixe prós horários sem dúvida

Visivelmente bem dispostos pois o tempo estava excelente para dar “uma curva” de moto: cerca de 10º e com um sol radioso que emprestava ao dia uma alegria matinal que se iria prolongar durante todo o dia ao longo do passeio.



Depois do café, os sorrisos eram mais expressivos ...
A Lurdes, Rosa, Narciso, Zé Francisco, eu próprio e o Zé Carvalho



E eis que chega a Luana e o avô Santos ... 
embora sem irem de moto mas preparados para o passeio


O João Luís ... também chegou cedo para conseguir estacionar o "ferro" ...
depois explico melhor ...

Os restantes participantes foram chegando e, depois do cafezinho gentilmente oferecido pelo proprietário do estabelecimento, o João que posou com o grupo (o último á direita), ainda aguardámos mais uns minutos pela chegada do Carlos “Tigermode” que acabou por não aparecer … se era com medo da chuva não havia razão eheheheh.



A foto do grupo com o João do Moleirinho à direita ... 
fica a publicidade gratuita a troco do café

O Luís Camarneiro e o João Luís precisavam de “atestar” e, depois do sermão que lhes preguei por causa da nabice de se apresentarem num passeio sem combustível, adiantaram-se até ás bombas mais próximas enquanto aguardávamos mais uns minutos a ver se o Carlos "Tigermode" aparecia.

E era chegada a hora de partir... a malta preparava-se descansadamente para dar tempo ao abastecimento ..






A Lena e o casal Flório ... de scooter pois claro !!! 
o verdadeiro motard não se mede pela cilindrada e pelos cv's

E com os 15 minutos académicos de tolerância já cumpridos, fizemo-nos á estrada pelo IC2 (N1) até Coimbra, onde, na rotunda da Ponte da Portela, estava o João Custódio e a Ana á nossa espera. 



O Carlos Apóstolo e a Gina enquanto esperávamos pelos "secos" ....



O João Luís e a Lurdes a abastecer ... aqui se começou a revelar o problema da moto ...
... demasiada inclinação que fez deitar gasolina fora ...


Em Coimbra, na rotunda da Ponte da Portela, lá nos aguardava o João Custódio e a Ana. Demos uma volta bem devagar pela rotunda para dar tempo a que voltasse a vestir o casaco, calçar as luvas, por os capacetes, ajeitar o lenço, ... soube depois que se atrasou o suficiente para só nos apanhar na Serra do Carvalho para onde me mandou assim que me viu: ó João, vai pró  Carvalho que me deixaste só pá !!!!
Nunca pensei, a sério que não, que à velocidade a que vínhamos (40-60) ele se atrasasse tanto a reequipar-se ... são piores que as mulheres é o que é !!!!

Em Ceira, deixámos a Estrada da Beira (N17) e tomámos uma estrada “abaixo de secundária” que nem direito a número tem no Google Maps, apenas constando como Rua das Lagoas e que nos havia de conduzir até ao Carvalho, a cerca de 10 kms, aldeia serrana já no concelho de Vila Nova de Poiares.

A estrada era maravilhosa !!!!


Bem asfaltada embora um pouco estreita como o são quase todas as florestais e com umas deslumbrantes paisagens. 
Dos cumes viam-se os vales ainda cobertos de nuvens baixas e que davam a sensação de estarem algodoados como que protegendo-os dos raios de sol. Nos locais mais altos podia ver-se a cidade de Coimbra e, se a neblina matinal não o impedisse, ver-se-ia a Figueira da Foz e, para os mais felizes e dotados com melhor visão, talvez ainda fosse possível ver algum pescador no seu molhe norte … se fosse verão, ainda proporia uma pequena paragem para tentar vislumbrar alguma “sereia” mas, em Novembro, seria pouco provável … não é época, … e prosseguimos sempre em moderada velocidade pois nalguns locais onde o sol ainda não tinha chegado, a prudência recomendava cautela por causa dos “escorreganços” causados pela humidade e restos de vegetação.




A neblina nos vales causava curioso efeito na paisagem ...







Coimbra ao fundo ...


Em pouco tempo chegámos ao Carvalho, pequena localidade cujo principal motivo de visita é o monumento em memória dos pilotos falecidos no acidente aéreo que, infelizmente, tornaram aquela aldeia mais conhecida.


Uma agradável surpresa nos esperava pois o nosso companheiro Rui Mota, na sua Triumph Rocket III, resolveu aparecer para nos cumprimentar e estar uns momentos connosco.


O Luís Camarneiro à chegada ao monumento


O pessoal preparado para visitar o local ...
as senhoras, claro, preocupadas com o penteado por causa das fotos ...



Foto de grupo junto ao monumento

Em 1 de Julho de 1955, por ocasião do Dia da Força Aérea, dirigiam-se para a Base Aérea da Ota, 12 aviões F-84 Sabre, pilotados por outros tantos jovens pilotos e onde iriam participar nas comemorações do 3º aniversário da FAP.


F84- Sabre Thunderjet da Força Aérea Portuguesa a ser abastecido

Dos planos de voo constava sobrevoar a baixa altitude o território nacional continental para que as populações tomassem conhecimento ou, por esta forma se apercebessem da efeméride.



O Sr.Prof Dr. Arqueólogo Engº Metereólogo Técnico de turismo da Câmara Municipal que fez o favor de, a um domingo,se disponibilizar para dar algumas informações sobre o local e o acontecimento. O nosso muito obrigado

Era um dia de nevoeiro, talvez parecido com o que encontrámos durante parte do nosso percurso, e 8 aviões chocaram com a montanha tendo os seus pilotos perecido naquele local. Os aviões voavam em formação divididos em 3 grupos de 4, em diferentes patamares de altitude e apenas os 4 que voavam mais alto escaparam incólumes à tragédia que, ainda hoje, se mantém como o mais grave acidente aéreo com aeronaves militares em tempo de paz.



O Manuel, a Adelaide Capelão e a Gina

A razão da ida àquele lugar teve, da minha parte, a satisfação duma curiosidade pessoal e dar a conhecer a alguns dos participantes o infeliz episódio, desconhecido de grande parte deles.


A determinada altura, apareceu por lá este "lelo" e alguém disse: Cuidado com 
as motas" ... mas afinal era o Manuel Sineiro ... que alívio

Umas fotos e uma pequena palestra sobre o monumento com que brindei todos os participantes e em que, mais uma vez, fui entusiástica e fervorosamente aplaudido por todos (menos pela minha mulher que já sabia a história de cor pelos mais de 30 serões em que ensaiava a "cantilena" …) e após mais “dois dedos” de conversa, resolvemos voltar á estrada em direcção a Poiares, não sem antes termos detectado um grave problema estrutural no “ferro” do João Luís.




Aqui o Carlos a tentar encontrar uma solução para o João Luís conseguir ter a moto estacionada sem cair, entornar gasolina, debotar do lado onde apanha mais sol, ...

A sua Honda tinha sofrido uma pequena transformação, procurando dotá-la dum visual mais “retro”: Forquilha de suspensão dianteira alongada, guiador elevado, placa de matrícula ao lado do braço de suspensão traseiro, umas luzes de pisca esquisitas, … assim umas paneleirices que fazem com seja uma moto excelente para andar 2 kms … um para lá e outro para cá … eheheheh.


e se quis ver o monumento teve que andar com a mota à mão ...

É claro que, na língua afiada da malta, quando aparece assim alguma coisa, já se sabe que o “desgraçado” leva na cabeça o dia inteiro… mas adiante.


O João Custódio ainda tentou ajudar pois costuma andar com um tijolo na top case para o que der e vier mas... nesse dia não o tinha trazido ...


E deixámos a localidade do Carvalho em direcção a Poiares ...





O Filipe na sua Transalp ...


O Rui na sua Varadero ...

O percurso foi ligeiramente diferente do que tinha planeado pois um desvio aqui, um cruzamento acolá … e tive mesmo que perguntar a dois aldeões qual a melhor forma de chegar à sede do concelho onde tínhamos intenção de visitar uma escultura, denominada “Voos dos Anjos”, erigida numa rotunda á entrada de Vila Nova de Poiares, e que tem como propósito evocar a memória dos pilotos falecidos.




O monumento denominado Voo dos Anjos

Trata-se dum conjunto arquitectónico moderno, composto por oito colunas, (o mesmo número de pilotos falecidos) feitas em metal, e que têm, no seu topo, “asas” com diferentes ângulos … terão, estou certo, uma simbologia muito própria e que o seu autor lhe quis conferir … mas que não consegui descobrir para partilhar.


A obrigatória foto de grupo junto ao monumento

Houve alguém que disse: “Que giro… já aqui passei várias vezes e tinha já pensado comigo que estes candeeiros eram um pouco estranhos … nem sítio para as lâmpadas tinham”….

Bom… adiante que o José Luís ainda não tinha resolvido o problema do descanso da sua moto e era urgente fazê-lo … e logo ali se resolveu embora não fosse possível patentear a solução porque, ao domingo, está tudo fechado no departamento de patentes do Ministério da Economia … alguém ainda, provavelmente estrangeiro, se há-de aproveitar da ideia e é mais um prejuízo para o nosso já tão depauperado país.



Não se conseguiu resolver o problema à primeira ...


Só à segunda é que o problema ficou resolvido 
e a moto agora pode apanhar sol dos dois lados ...

Entretanto, aqui fica já o projecto da top case para transportar o acessório de descanso lateral.




Até fica bem com os cromados ...

Depois de várias fotos e outras tantas considerações, a caravana, prosseguiu para Penacova.

Já que falei em caravana cabe aqui dizer que estes passeios são muito democráticos e acessíveis a todos os que querem participar por mais pequenos que sejam os veículos:

Como podem ver …


O casal Flório fez-se transportar nesta scooter sem problemas...
Embora o descanso talvez esteja com algum problema também ... 
tem que se providenciar mais um tijolo

E a ida a Penacova tinha como propósito uma visita ao nosso companheiro de estrada Carlos Carvalho que, por fazer anos, não pôde juntar-se a nós mas fez questão de nos receber e oferecer um Porto para com ele brindarmos.




O Carlos Carvalho a servir o porto caseiro com que recebeu a comitiva ...
o Narciso tem um lenço na cabeça que talvez o faça esquecer do capacete de vez em quando ... e já vão ver porque escrevo isto !!!!


O Carlos com  a Carolina, sua filha ... melhor parecida que ele  não acham ?





O Carlos vive sozinho mas chega-lhe bem !!! ...
 até parece uma residência de estudantes 

Depois dum excelente interpretação do “Parabéns a Você” cujo ensaio geral tinha decorrido na véspera com a ausência de todos, emborcaram-se mais uns “Porto” e, cerca das 12:45 voltámos a colocar as motos a trabalhar para ir almoçar … não sem antes o Narciso ter notado que, quando se preparava para “arrancar” não tinha o capacete que tinha ficado esquecido em casa do Carvalho... eu não vos disse que o lenço na cabeça era capaz de causar confusão?
Mais umas gargalhadas que era o que até ali não tinha faltado !!!!

Bom … pela N110 cuja foto aqui reproduzo pela curiosidade do seu “km 0” ate á localidade de Miro, subindo a serra da Atalhada até bem ao seu ponto mais alto onde iríamos almoçar no restaurante PEDRA DO MOINHO.



O Km 0  (zero) da EN110 

Trata-se dum restaurante inserido num conjunto de cerca de 11 moinhos, quase todos recuperados pela Câmara Municipal de Penacova e que servem para turismo. Estão dotados de camas, WC e uma pequena kitchenette e são usados por pessoas,  também amantes da natureza e que procuram fugir aos alojamentos tradicionais com a virtude da discrição que estes proporcionam.




O grupo à chegada ao restaurante

Os 26 participantes refastelaram-se no restaurante e, apesar da qualidade da comida e simpatia dos funcionários, o tipo de ementa escolhida não foi a mais feliz pois, a picanha quando foi servida já os acompanhamentos estavam frios … fica aqui a nota mais negativa à organização que, das próximas vezes, terá que cuidar melhor deste pormenor pelo risco que tem de perder a única estrela que ainda exibe… e todos sabemos que organizações de 0 estrelas é o que por aí há mais … basta atentar no governo… 

E agora vou fazer como nas revistas cor-de-rosa a indicar os nomes:

Lurdes e José Flório,  outra Lurdes e José Luís a fazerem-se à fotografia


Gina e Carlos Apóstolo ... estes não me estavam a ligar nenhuma !!!


Luana, Gustavo, Adelaide e Alice ... o charme concentrou-se neste lado da mesa ...


 Manuel, sr. Santos e Lena .. que também não me ligam nenhuma... é o costume.



José Francisco Silva, Luís Camarneiro e Manuel 
o Zé Francisco estava já a reclamar que o bacalhau era pouco ... 
e ainda não tinha vindo a sopa...


Rui Carvalho, Rosa e José F. Silva


Helena e Custódio


Filipe, Ana, Zé Carvalho, Narciso e Sílvia

espectáculo ... estão a ver como é fácil separar os casais? ... ehehehehe


Claro que há sempre uma excepção ... este é, evidentemente, um tipo bem comportado 

Mas toda a malta comeu bem, por um preço simpático e em que, uma vez mais, a boa disposição foi evidente em todos.

Houve uma pequena confusão com o nº de pedidos pró bacalhau assado e, na cozinha tiveram que assar mais ... os responsáveis foram estes lateiros que aviaram várias doses de bacalhau ... hão-de nascer-lhes barbatanas !!!!




Na foto, os lateiros João Custódio e Rui Carvalho com a simpática colaboradora do restaurante que distribuiu simpatia por todos.


Aspecto do restaurante e da malta já de barriguinha aconchegada 
e prontos para uma visita aos moinhos

Depois da “bucha”, pudemos visitar dois dos moinhos, um para alojamento e outro que tem exposta a maquinaria usada para a moagem do cereal, aproveitando para apreciar a belíssima paisagem daquela serra, num extraordinário dia de sol só possível pela irrepreensível organização e a sua influência , ao mais alto nível, nos responsáveis pela meteorologia.


Claro que quem me conhece e participa nos passeios organizados por mim já está habituado ao elevado profissionalismo com que tudo acontece. Nesta foto, por exemplo, a Alice Santos, conhecida fotógrafa profissional e com imensos trabalhos publicados em revistas da especialidade que fez questão de se encarregar pessoalmente da reportagem em imagem. A ela o nosso muito obrigado. O Narciso, certamente na esperança de conseguir "apanhar algumas migalhas" do seu saber profissional assiste atentamente ao manejar da máquina.


Um dos moinhos - alojamento


A Lena, Manuel e Alice junto a um moinho. Pode ver-se aquela trave em madeira que é o leme do moinho e que serve para o rodar para apanhar o melhor vento. 
Estes moinhos eram construídos em pedra sendo o seu telhado em madeira que, através duma calha e rodas, rodava independentemente da sua estrutura em pedra.
Existem outro tipo de moinho, em madeira, que rodam por inteiro, estando as calhas e rodas na sua base.


A rapaziada a apreciar a paisagem que era magnífica ... o dia estava límpido


Eu e o Carlos Apóstolo a imaginar se tudo aquilo fosse nosso, ...  contratava uma ou duas retros e mandava aplanar a serra... eheheheh

A paisagem que de lá se desfrutava ...




Após as costumeiras “piadinhas” de alguns sobre as diferentes possibilidades de uso daqueles alojamentos, a que quase ninguém deu importância nem valorizou por saber que “é só garganta”, despedimo-nos do Filipe e da Helena, do João Luís e da Lurdes e do José Flório e da Adelaide porque tinham que regressar mais cedo a casa … quero acreditar que as razões para isso tiveram apenas a ver com o facto de terem mesmo qualquer compromisso e que não estivessem animados pela conversa sobre os alojamentos querendo chegar o mais rapidamente possível a casa antes que o frio apertasse e os fizesse peder o "entusiasmo" …

Começámos a descer a Serra em direcção a Friúmes, freguesia que tinha instalado junto ao restaurante um pequeno “posto de turismo” e de informações, por estrada bem cuidada, com muitas curvas e lindíssimas paisagens. O verde da vegetação era salpicado com pontos brancos correspondentes a casas e aglomerados populacionais e que davam um “ar de presépio” àquela serra... lindo sem dúvida.




A intenção era seguir para dar a conhecer a Praia Fluvial do Vimieiro que acabámos por encontrar mas, não sem antes um pequeno desvio por um caminho florestal levados ao engano por uma placa que “dizia” Rio Alva.

O alcatrão há muito que tinha acabado mas só quando as bermas começaram a aproximar-se dos espelhos retrovisores é que cheguei á conclusão que me tinha enganado, segredo que ficou apenas para mim pois disse à malta “ó pá, há ali em baixo uma praia fluvial lindíssima, que gostava de vos mostrar mas o café está fechado … é melhor irmos á outra !!!!” … estão a ver como é possível sair duma situação complicada e toda a gente fica a agradecer-me ainda? … eheheheh.

Alguns kms depois chegámos à Praia Fluvial do Vimieiro …


Estas fotos de telemóvel e em andamento ... ficam uma bosta


Ficou melhor qualquer coisa mas muito por "culpa" da moto que é,
de facto, muito bonita ...

Como alguém dizia: “Não é preciso ir para longe para apreciarmos as coisas bonitas que o nosso país tem”.














E, de facto assim, é. Se entre nós houvesse algum fotógrafo profissional (tirando a Alice) que fizesse umas fotos deste local e de outros que tivemos a felicidade de conhecer, certamente que poderiam figurar em revistas da especialidade e de roteiros de férias, locais a visitar, …

Umas lérias, mais umas fotos e um cigarro para quem tem o vício, … e lá nos fizemos de novo á estrada, em direcção à N17 – Estrada da Beira, contrariando o programa inicial que previa o regresso pelo IC6 e IP3 … foi melhor assim pois a Estrada da Beira é sempre bonita em qualquer altura do ano, bem asfaltada e com deliciosas curvas e menos perigosa que o IP3 por ter menos trânsito.

Despedimo-nos  do João Custódio e da Ana de novo na Ponte da Portela, na Ponte Rainha Santa do “pessoal” da Granja e prossegui eu com o Carlos até casa, onde chegámos eram cerca das 17:45, depois de 116 kms percorridos desde manhã.

Em resumo, posso dizer-vos que foi um óptimo dia quer pelas condições atmosféricas de que pudemos usufruir, pelo grupo sempre bem disposto e interessado, pelo passeio em si que proporcionou a todos nós o passar por locais que não passaria nunca de outra forma pois sabemos que “a vida” nos faz correr dum lado para o outro” e não nos deixa tempo para “parar, olhar e escutar” …

Em pouco mais de 100 kms, conhecemos locais maravilhosos e que a maior parte de nós desconhecia, estando certo que todos ficámos um pouco mais ricos pelo que vimos e pela amizade que se fortaleceu.

Até ao próximo passeio... quanto antes como alguém já me fez saber ... ehehehe.

 Todas as fotos do Picasa AQUI

O vídeo das fotos AQUI

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"O" SILVA FALECEU

Acabei de saber que “o” Silva faleceu …

O Cajó ligou-me e depois de lhe ter dito “ó pá… não me falas há bués por isso não deve ser para me dar nada !” …
“É verdade ó João e não é por coisa boa que te estou a ligar” … E o que me queria dizer era que o Silva tinha falecido … já nem ouvi muito bem mas percebi que “se tinha sentido mal … foi mesmo sozinho ao hospital e …”

... fod@-se … aqueles que dizem que não devemos aguardar pela velhice para gozar a vida têm razão … dito ainda de outra forma “se tiveres alguma pra dar aproveita hoje mesmo porque, amanhã, podes ter que ser tu a levá-la”.

O Silva era um bacano e então, quando a conversa ir ter ao assunto “mulheres”, o interesse dos ouvintes redobrava. Tinha umas ideias acerca da condição da mulher que assentariam bem, não tenho dúvidas, num homem do Sec XIX e defendia-as convictamente mesmo sabendo que trazíamos o assunto á mesa da discussão por graça e brincadeira … mas era assunto sério para ele.

Aqui lhe presto uma sincera e sentida homenagem pelos excelentes momentos de companheirismo e saudável convívio que com ele tive o prazer de partilhar, nomeadamente numa viagem de moto por Espanha, França, Suiça e Itália em que soube ser um “companheirão”.

Que descanse em paz e que tenha a paciência de esperar bastante tempo por todos nós.

Aqui em França, comigo, durante a viagem que fizémos

Eu e o Silva no Mont Saint Michel



O Silva na Normandia


Eu e o Silva em frente ao Casino do Mónaco



A última foto da viagem pela Europa em 2012,
na àrea de serviço da Aguieira, no dia do nosso regresso a casa.
Já sinto saudades dele ... a vida é uma merda !





Alguns comentários de motociclistas no forum Motos & Destinos onde publiquei a minha aventura com o Silva, tornando-o conhecido de todos mesmo sem o conhecerem pessoalmente

sábado, 10 de novembro de 2012

MUSICA DO FIM DE SEMANA: PINK FLOYD



PASSEIO À SERRA DO CARVALHO - POIARES



Olá a todos:

Fica aqui a informação para os já inscritos e para os que ainda se queiram juntar a nós que o encontro será pelas 10:00 de domingo, dia 18, no café-pastelaria O MOLEIRINHO, em Cernache, onde o proprietário (João, só podia .... ) nos oferece o cafézinho matinal.

A saída prevê-se pelas 10:30 em direcção a Ceira-Coimbra e daí até à Serra do Carvalho.
O almoço está previsto que aconteça pelas 13:00, no Restaurante A PEDRA DO MOINHO, em plena Serra da Atalhada, Penacova.

Especialmente para a malta da zona centro que se queira juntar a nós, é só manifestar essa vontade pelos contactos habituais da conhecida empresa organizadora de "inventos" ...

O programa completo foi já anteriormente publicado e pode ser consultado em 




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A MINHA QUEDA PRÁS MOTAS


Pois é… sempre tive uma queda (alguns dizem que é pancada) prás motas … tanto assim que quis experimentar uma queda a sério.



A "pancada" era já antiga ... aqui com a minha filha Patrícia, era eu o orgulhoso proprietário duma Sachs 50 e dum farfalhudo bigode





Em 1993, moi-même com a minha Suzuki GSX1100F atrás dum magnífico exemplar de pinheiro bravo (pinus pimaster) ... raios partam o fotógrafo !!!

A moto que a tinha antecedido foi uma Kawazaki EN 500 de que não tenho fotos ...


Em 2004 adquiri esta bela BMW 1150 RT,
 fiel companheira de muitos kms e outras tantas aventuras


1993 no Piódão, por altura dos Lobos da Neve, à época uma concentração organizada pelo MotoClube da Covilhã 


Nos Lobos da Neve, em plena Serra da Estrela, Fevereiro de 1993
Ao lado,a Africa Twin do meu companheiro de sempre Rui Pai-de-Deus




Em 1993, era eu o inchado proprietário duma Suzuki GSX1100F, de cor azul, com potentes 136 cv e 3 malas Givi que davam para levar toda a tralha que sempre carrego comigo … manias “prontos”.

A concentração de Faro desse ano, a 11ª, realizava-se, como sempre, em Julho e aproveitei o poder arranjar uma semana de férias para essa altura e, com a Lena, à época ainda minha namorada (se ela soubesse o que hoje sabe… já nem isso hoje quereria ser ... eheheheh).

Combinadas as coisas com um casal amigo de Coimbra, com uma GS500, fizemo-nos à estrada no sábado, com destino a Porto Covo, onde tínhamos intenção de acampar no parque de campismo dessa bonita localidade alentejana.



Como estava completo, repleto mesmo, não sendo sequer possível arranjar lugar para as duas pequenas tendas que levávamos, decidimos ir até ao camping da Ilha do Pessegueiro, cerca de 3 kms mais a sul.

A concentração de Faro seria no fim-de-semana seguinte e tínhamos uma semana para poder desfrutar de tudo o que aquela bonita região tem para oferecer: o sol, o mar e as praias, a gastronomia local, a simpatia das suas gentes.
... E foi o que fizemos.


Numa das arribas da costa alentejana

Em Santo André, localidade a cerca de 35 kms donde estávamos, morava um casal amigo e com quem combinámos, um dia, ir comer uma sardinhada a Sines.

Foi “até lhe chegar com o dedo” … sardinha excelente, vinho tinto a condizer e a abafar o hálito a pimentos assados, … uma verdadeira barrigada e sem as preocupações de hoje em dia com o “balão”… nem sequer se falava nisso, portanto, era beber até se achar que já bastava !!!!

Depois do lauto jantar, foi-nos proposto ir até Santiago do Cacém onde, na altura, era famosa uma discoteca que, segundo creio, tinha por nome “Alexander’s” e que, pelo que vi no Google, ainda funciona (um dos raros casos de sobrevivência neste esquisito meio que é a “noite” …).

Mais umas cervejas bem frescas que fizeram com que as minhas amígdalas logo dessem sinal, umas voltas na pista que me fizeram transpirar, … e pelas 5 da manhã resolvemos regressar ao parque de campismo.

Os cerca de 15 kms de Santiago do Cacém até Sines correram bem, pela via rápida, viseira aberta a deixar entrar a refrescante brisa da madrugada … entrei depois na estrada junto ao mar, na altura estreita e com muitas curvas, que se fazem a recomendáveis baixas velocidades … e com alguma neblina que dificultava a visão.

De Sines ao camping da Ilha do Pessegueiro são ainda cerca de 23 kms e, o dia passado em luta com umas ondas fantásticas que me deixaram extenuado, a lauta sardinhada bem regada, o exercício físico duns rock n’roll na Alexander’s, mais umas cervejas, as minhas amígdalas inflamadíssimas, a “ponta de febre” que se tinha assomado, … tudo isto foi uma fatal combinação que fez com que tivesse adormecido em cima da mota …

“Ó João, só tu mesmo !!! … então como é possível um gajo adormecer em cima da mota?” é que me diz a maior parte da malta com quem, meio envergonhado, partilho o episódio.
Disse-me o Fernando, que seguia na GS atrás de mim que “ … só te vi ir a direito ... parece impossível, talvez nem a 50 a gente fosse …”

Não me lembro de nada confesso. Sei que fiquei inconsciente e apenas recordo o acordar com os movimentos dos bombeiros a colocarem-me na maca.
Embora me sentisse tonto, meio zonzo, com as ideias baralhadas, disse-lhes que estava bem e recusei a ida ao hospital.
A moto não estava muito danificada e, para além dos piscas do lado esquerdo, da carenagem e da manete partida desse mesmo lado , tudo me pareceu em ordem… mas não estávamos, nem eu nem ela, em condições de prosseguir viagem.

Pelo que me contaram, os elementos da GNR de Porto Covo foram os primeiros a chegar e, um deles, da Mealhada, gentilmente ofereceu-se para guardar a moto no parque do posto até o reboque da assistência em viagem a levar até á Figueira do Foz, para que o meu amigo Coelho a reparasse.

A 11ª Concentração de Faro já era e restava-me apenas o regresso a casa com a recordação da “esquisita” queda que me deixava mais marcas no orgulho que na moto.

Que raio de coisa me havia de acontecer … adormecer em cima duma moto não lembra ao diabo e o que mais me chateia é que, quando conto a estória, riem-se e pensam que estou a contar uma piada !!!

sábado, 3 de novembro de 2012

25 DE ABRIL SEMPRE !!!!!

Lembrei-me de algumas canções do "tempo da revolução" e que, agora, mais que nunca, se revelam duma actualidade que me entristece.
Que pensarão Adriano Correia de Oliveira, o Cap. Salgueiro Maia, o Gen. Humberto Galvão, o pintor José Dias Coelho e todos os outros que, duma forma ou outra se entregaram para todos podermos viver num país melhor ?

Adriano Correia de Oliveira e a canção "Cantar de Emigração"
mais actual que nunca ...



Manuel Freire com "Ei-los que partem" .... canção igualmente dedicada à emigração ... dizem que os tempos não se repetem mas ....


Zeca Afonso com o tema "A morte saiu à rua"